O último levantamento feito pelo governo do Japão aponta que mais de 270 mil brasileiros estão trabalhando naquele país. A informação é da diretora da Aliança Cultural Brasil-Japão, professora Stella Kabayaski Fuzii, que pesquisa o perfil e a situação dos dekasseguis.
Segundo Stella, o Japão vive um novo aquecimento econômico, com grande demanda de exportações, sobretudo no setor automobilístico. Por conta disso, aumentaram as ofertas de emprego, principalmente para homens. ''É o tipo de trabalho de base, mais puxado ou perigoso, que geralmente é feito por trabalhadores estrangeiros'', explica. ''O Japão está entrando, possivelmente, em um outro auge na economia, como aquele ocorrido no final da década de 80 e início dos 90''.
Stella afirma que o aumento da oferta de empregos vem acompanhada de exigências, como o domínio básico da língua japonesa e alguma experiência de trabalho. Ela avalia que a situação dos dekasseguis está melhor hoje do que nos primeiros anos de migração, o que tem feito com que muitas famílias se mudem permanentemente para o país. Ainda assim, a remessa de dinheiro dos dekasseguis para o Brasil se mantém em cifras altas.
''Os dekasseguis enviam pelo menos US$ 2 bilhões por ano ao Brasil, fora o que é trazido pessoalmente ou por parentes''. A agência do Banco do Brasil que registra a maior captação de dinheiro dekassegui no País está localizada em Londrina, que tem entre 12 e 15 mil habitantes trabalhando no Japão. (V.N.)

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