Quando vemos na televisão aquelas mensagens dizendo que fumar pode aumentar as chances de uma pessoa desenvolver algum tipo de câncer, ou outras afirmando que as mulheres devem se prevenir contra o câncer de mama, não costumamos dar muita importância, afinal, o câncer só atinge ‘‘a casa do vizinho’’. Mas quem conviveu ou convive com o problema sabe que não é bem assim.
Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão ligado ao Ministério da Saúde, comprovam que o alerta dos médicos ainda não sensibiliza os brasileiros. Para se ter uma idéia, a partir das taxas de mortalidade registradas de 1980 até hoje, o Inca avalia que mais de 110 mil brasileiros morrerão vítimas de algum tipo de câncer só este ano e cerca de 280 mil novos casos serão registrados. Entre esses novos casos, a liderança é do câncer de pele, que é atualmente o que mais cresce no País, embora seja um dos que menos mata.
Ainda de acordo com o Inca, o câncer de pulmão e o de estômago serão os dois tipos que farão o maior número de vítimas entre os homens, enquanto os de mama, pulmão, colo do útero, estômago e cólon e reto atingirão a maior parte das mulheres que morrerão até o final do ano.
No caso das mulheres, é importante lembrar que os casos de morte provocadas pelo câncer de mama representam quase que o dobro dos casos de óbitos em decorrência do de pulmão ou do colo do útero. O crescimento dos casos de câncer de mama e pulmão entre as mulheres brasileiras é alarmante. Em 1980, cerca de seis mulheres em cada 100 mil morriam com câncer de mama. Hoje, esta relação chega a 10 para cada 100 mil. Pior ainda para o câncer de pulmão que atingia 2 em 100 mil mulheres, há duas décadas e hoje esta próximo de 6 em 100 mil.
Para tentar escapar a este estigma, a população pode e deve recorrer a duas ações básicas, mudar certos hábitos, como o consumo de cigarro, por exemplo, e seguir a orientação dos médicos realizando os exames capazes de fazer um diagnóstico precoce da doença, aumentando as chances de cura, como nos casos de câncer da mama. Enquanto os médicos lutam para chegar à cura total do paciente, os cientistas criam a cada ano novas drogas capazes de aumentar a sobrevida do doente, e que permitam a melhoria da condição de vida dos doentes, sobretudo aqueles submetidos ao rigor da quimioterapia.

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