Londrina - A evolução tecnológica tem uma velocidade impressionante. Há sempre uma novidade nas lojas, o que torna o aparelho eletrônico que você possui ultrapassado em pouco tempo. E o destino dos antigos equipamentos quase sempre é o lixo. Segundo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) em 2010, cada consumidor brasileiro descartava meio quilo de lixo eletrônico por ano. Para comparar, a China, que tem uma população muito maior, a taxa de lixo eletrônico por pessoa é 0,23 quilo e, na Índia era ainda mais baixa (0,1 quilo).
A ONG E-Lixo também comercializa os equipamentos que consegue recuperar, além de disponibilizar muitas peças em boas condições dos equipamentos que foram desmontados. O técnico em eletrônica Francisco de Lima recorre à ONG para achar peças de reposição para televisores que precisam de conserto. "Muitas peças você já não encontra mais no mercado e eu só acho aqui", destacou.
O técnico em eletrônica aposentado Hachiro Matsushita destacou que fechou sua loja de assistência técnica, mas que os parentes e amigos ainda recorrem aos seus serviços para alguns consertos. "Quando eu acho as peças que preciso aqui, eu conserto. Eu também venho aqui para descartar os equipamentos que não têm mais jeito de consertar", destacou.
"Nós já doamos computadores para várias entidades; a última doação foi realizada para o ensino de Informática para idosos que será feito na Aliança Cultural Brasil Japão", destacou o diretor da E-Lixo, Alex Gonçalves.
A ONG Brasil Linux, que ensina o sistema operacional Linux em Londrina, também foi beneficiada. Segundo seu presidente, Carlos Lhamas Ferreira, recentemente a entidade recebeu dez computadores. "O Linux é um software livre que ajuda a dar uma sobrevida a velhos equipamentos. Além disso é de graça, não pega vírus e pode ser adquirido por pessoas de baixa renda que não têm condições de comprar um computador novo", destacou. (V.O.)

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