Curitiba - Entre o final de 2010 e o início deste ano, a Austrália foi devastada por enchentes, que tomaram conta de casas, rodovias e cidades inteiras. O Estado mais afetado foi Queensland, onde milhares de famílias ficaram desabrigadas. Foram pelo menos duas semanas de chuvas intensas. O número de mortes chegou a 35. Nove pessoas ainda estão desaparecidas. Essas perdas, embora tenham comovido a população, poderiam ter sido muito maiores caso o governo australiano não se antecipasse e retirasse moradores de áreas de risco e as levassem para locais seguros.
A dentista Brasileira Fabíola Menegat mora na Austrália há dois anos e atualmente vive no Estado de Victória, onde também aconteceram enchentes em janeiro. Ela conta que é incrível a precisão da previsão do tempo. ''Durante a semana anterior à enchente, as rádios estavam a todo momento avisando da chuva forte. As autoridades vão vasculhando todas as áreas que serão atingidas, sem deixar nenhuma pessoa. Levam, inclusive, as que estão hospitalizadas'', relata.
Outra medida tomada na Austrália é o aviso à população por meio da mídia. Foram enviados e-mails, mensagens pelo celular, megafones nas ruas, programas de TV e rádio, tudo para evitar mortes. Segundo Fabíola, diversas pessoas unem-se para colocar barricadas à beira do rios para, assim, proteger as casas e evitar perdas materiais. Além disso, são divulgados vários planos prontos de como evitar maiores prejuízos com enchentes e como se prevenir. O mesmo trabalho é feito quando ocorrem ciclones e queimadas, entre outras situações.(A.F.)

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