A política da redução de danos nasceu na Inglaterra, na década de 20, pelas mãos de médicos. Nos anos 80, na Holanda, surgem movimentos exigindo políticas mais tolerantes para os consumidores de drogas, que levaram o país a não enfrentar mais a disseminação da aids entre os usuários de drogas injetáveis. Lá o governo tem todos os UDIs cadastrados.
O primeiro país a adotar a distribuição de seringas aos UDIs como política de governo foi a Austrália. Entre os anos de 1984 e 1994 a incidência do HIV nesta população passou de 95% para 5%. Já nos Estados Unidos, a política antidrogas impede que o governo invista um centavo sequer nas políticas de redução de danos. Em compensação, a sociedade civil, através de ONGs, mantém o maior número de programas nesta área em todo o mundo.
No Brasil, as estratégias de redução de danos começaram a ser discutidas em 89, mas só em 95 surgiram os primeiros projetos, em Salvador (BA) e Porto Alegre (RS). Hoje existem 33 programas espalhados pelo País, a maioria (22) financiada pelo Ministério da Saúde. Entre as principais metas destes programas está a luta pelo resgate do respeito, dignidade e cidadania – partindo dos princípios de saúde pública e direitos humanos – dos dependentes químicos. (S.L.)

mockup