De acordo com o coordenador regional do exame da OAB em Londrina, Artur Piancastelli, ao contrário de muitas críticas, a exigência de uma prova não pode ser considerada corporativa, nem objetiva criar reserva de mercado. ''Somos em mais de 500 mil advogados no Brasil. É o maior número de profissionais em um país que tem mais de mil faculdades de Direito. Como ser corporativo dessa forma?'', questiona.
''A prova, inclusive, não visa ter mais ou menos aprovados'', ressalta Piancastelli, ''a responsabilidade da OAB é colocar no mercado advogados que estejam preparados para exercer a profissão''. Para ele, o nível de conhecimento exigido pela prova é perfeitamente justificável. ''A OAB tem uma responsabilidade muito grande. A advocacia exige um preparo muito profundo, já que lida com a liberdade, o patrimônio e a dignidade das pessoas.''
O formato do exame é o mesmo em todo o país, mas cada regional estadual da entidade elabora sua própria prova. Segundo Piancastelli, há um esforço para que as datas também coincidam, em uma tentativa de incentivar os concorrentes a prestar o exame em seus locais de origem.
Quem é do Paraná pode se inscrever em qualquer uma das seis cidades nas quais as provas são realizadas: Londrina, Maringá, Curitiba, Ponta Grossa, Cascavel e Pato Branco. O candidato que tem domicílio civil ou eleitoral fora do Estado, mas se formou aqui, pode optar por fazer a prova em uma das duas localidades. Para ser aprovado, é preciso acertar pelo menos 50% da prova objetiva e 60% da dissertativa. As provas são realizadas em março, agosto e dezembro. (A.I.)

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