Brasiguaios, sem atenção em dois países vizinhos Emerson Dias De Foz do Iguaçu Especial para Folha A história dos chamados ‘‘brasiguaios’’, moradores de Foz que foram ao Paraguai (principalmente no final dos anos 70) com o objetivo de conseguir terra para cultivar, demonstra a falta de política social dos países vizinhos quanto ao acompanhamento das migrações. Levantamentos feitos pelo Departamento de Informações Institucionais, órgão ligado à Prefeitura de Foz, mostraram que o Departamento (equivalente a Estado de Federação) do Alto Paraná no Paraguai, região onde fica Ciudad del Este, possuía no ano de 1978 cerca de 15 mil brasileiros no País. Usando os mesmos índices (baseados na quantidade de títulos de eleitor), avalia-se que atualmente pouco mais de 4 mil pessoas continuam em território paraguaio. Para o responsável pelo Departamento, Luiz Carlos Cossar, boa parte dos que voltaram, prosperou. Mas muitos daqueles que vieram de outras cidades não conseguiram voltar ao seus locais de origem, permanecendo em favelas e vilas que margeiam o Rio Paraná. Segundo informações do Consulado do Paraguai em Foz do Iguaçu, o Brasil conta com cerca de 14 mil imigrantes do país vizinho, sendo 3 mil com documentação legalizada. Somente em Foz existem quase 1.700 paraguaios naturalizados brasileiros. ‘‘Mas seria impossível avaliar o número de pessoas que está na cidade ilegalmente’’, constatou um funcionário do Consulado.