Representantes do comando de greve da Universidade Estadual de Londrina (UEL) se reuniram ontem com o governador em exercício do Paraná, Hermas Brandão (PSDB). O grupo refez o pedido ao governo do Estado para que os índices de reposição salarial sejam anunciados imediatamente, antes que a proposta do orçamento para 2002 seja votada na Assembléia Legislativa. Os grevistas reivindicam reajuste de 50,03%.

O deputado estadual e presidente do Legislativo estava em Londrina para participar de um leilão na Sociedade Rural do Paraná, que reuniu pecuaristas, empresários e políticos de todo Estado. Durante o evento, grevistas falaram com Brandão sobre a paralisação nas universidades estaduais, que completa 60 dias hoje, juntamente como o prefeito Nedson Micheleti (PT) e alguns vereadores. ''Fomos pedir um estudo detalhado do orçamento. Queremos saber qual será a real situação financeira do Estado para o ano que vem'', disse o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos, Técnicos e Administrativos da UEL (Assuel), Itamar Nascimento, lembrando que a greve é mantida porque o Estado pretende apresentar os índices de reajuste somente na primeira quinzena do mês que vem. ''Queremos o fim da greve, mas também queremos garantias escritas no papel'', criticou.

O governador em exercício ouviu as reivindicações do comando e agendou uma reunião com grevistas, deputados estaduais e técnicos da Assembléia. ''Marcamos para segunda-feira, em meu gabinete. Queremos ouvir uma opinião técnica sobre o assunto para entender porque os números (percentuais da reposição salarial apresentados pelo governo e pelo comando) não batem'', disse Brandão, que também conversou com o presidente da Câmara, Tercílio Turini (PSDB), sobre a elevação do Judiciário de Curitiba para entrância especial (veja matéria nesta página).

Depois da conversa, Hermas Brandão seguiu para uma de suas fazendas.

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