Braga promete ações para reduzir crime
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sexta-feira, 30 de maio de 1997
Lorena Aubrift Klenk 
De Curitiba
Kraw PenasXerifeDelegado-geral Arthur Oscar Correia Braga considera preocupante a situação da segurança pública em CuritibaA Polícia Civil vai iniciar na próxima semana operações específicas para combate ao narcotráfico, ao furto de veículos e aos assaltos a banco. O anúncio foi feito ontem pelo novo delegado-geral, Arthur Oscar Correia Braga. O delegado passou o dia em reuniões para formar a nova equipe. Ele informou que vai substituir os titulares da maior parte das delegacias especializadas e antecipou que haverá mudanças na Antitóxicos, Furtos e Roubos e Furtos e Roubos de Veículos.
Os nomes dos novos titulares deverão ser anunciados segunda-feira. Braga disse que não pode falar em prazos para reduzir a criminalidade no Estado e especialmente em Curitiba, onde os índices vêm crescendo. Ele afirmou que considera preocupante a situação da segurança pública na cidade e atribuiu os problemas ao crescimento populacional, provocado pela propaganda em torno da qualidade de vida.
Segundo ele, as operações de combate ao crime organizado usarão todo o aparato disponível, inclusive helicópteros. Braga disse que envolverá nessas operações os grupos de elite da polícia civil, como o Cope e o Tigre, e que vai buscar também uma integração perfeita com a Polícia Militar.
O novo delegado-geral também prometeu incrementar as investigações, agilizando a solução de casos, e não permitir desvios de conduta na Polícia Civil. Segundo ele, todos os casos de indisciplina serão apurados com rigor. O delegado disse ainda que vai repensar o curso de formação ministrado pelo Escola de Polícia Civil e promover cursos de reciclagem para os policiais de Curitiba e do interior.
Braga também disse que vai estudar a continuidade do relacionamento com o Ministério Público na Delegacia de Antitóxicos, onde um promotor de Justiça acompanha as investigações desde dezembro, numa parceria inédita. Temos planos nessa área que ainda não podem ser anunciados, disse.
O procurador geral de Justiça, Olympio de Sá Sotto Maior, disse que espera uma ampliação das relações entre o Ministério Público e a Polícia Civil. Ontem ele designou a promotora Maria Teresa Willi Gomes para acompanhar as investigações sobre a morte do universitário Rafael Zanella, durante uma operação policial no bairro de Santa Felicidade, quarta-feira à noite. Foi o segundo crime envolvendo policiais civis em menos de uma semana. Terça-feira, o investigador Carlos Kuts confessou ter assassinado o empresário Marco Fracaro.


