Uma reunião entre o secretário de Obras e vice-prefeito de Londrina, Luis Carlos Bracarense, representantes do Departamento de Proteção ao Vôo (DEPV) e da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) define hoje qual a viabilidade técnica da instalação do sistema de pouso e decolagem por instrumento – conhecido como ILS – no aeroporto local. O encontro ocorre no prédio de administração do aeroporto, às 15 horas.
Bracarense vai receber um relatório elaborado a partir de um levantamento topográfico feito ontem nos arredores da pista por técnicos e engenheiros do Instituto de Cartografia da Aeronáutica (ICA).
Este estudo praticamente define se haverá a necessidade de novas desapropriações nas áreas limítrofes e quais adequações precisam ser feitas nas propriedades vizinhas. O estudo técnico foi solicitado pelo prefeito Nedson Micheleti (PT) à Infraero.
O ILS (Instrument Landing System) é composto de dois aparelhos. O localizer emite sinais para que as aeronaves tenha a posição do eixo da pista. É instalado em uma das cabeceiras da pista e exige uma grande área de recuo limpa.
O glide slope emite os mesmos sinais com objetivo diferente: orientar os pilotos sobre qual o melhor ângulo da aeronave para o pouso. Este equipamento é instalado na lateral da pista e também exige um área de recuo para seu funcionamento. Os dois equipamentos são espécies de conjunto de antenas com uma casa de transmissão anexa e existem em pelo menos 20 aeroportos do País.
O ILS melhora em 50% as atuais condições de pouso e decolagem do aeroporto. A visibilidade mínima é de 1,8 mil metros e o teto é de 150 metros. Com o ILS, a visibilidade mínima para a liberação da pista é de 900 metros e o teto de 60 metros de altitude.
No início do ano passado, um parecer do Departamento de Aviação Civil (DAC) considerou inviável a instalação do sistema no aeroporto de Londrina. O principal motivo seria o sítio aeroportuário problemático, com edifícios prejudicando a propagação do sinal e construções muito próximas à pista, o que diminuiria a eficiência do ILS.
Na ocasião, o então superintendente do aeroporto, Lourival Briana, disse que os aparelhos VOR e NDB (já instalados), que auxiliam na execução de rotas mas também são usados como instrumentos para pousos e decolagens, eram adequados para a estrutura da pista.
No entanto, meses depois, já durante a gestão do ex-prefeito Jorge Scaff, o município obteve a garantia da cúpula do DEPV de que o ILS seria instalado em Londrina.
Porém, o prazo dado para o funcionamento do sistema desanimou os londrinenses. Um brigadeiro afirmou que somente com o final das obras de reforma (que segue em ritmo lento) do aeroporto é que isso seria possível. A previsão otimista é que a reforma seja concluída em meados do próximo ano.

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