BR-116 tem mais 31 km duplicados
Maigue Gueths
De Curitiba
O Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) liberou ontem mais 31 quilômetros de estrada duplicada da BR-116 no trecho entre Curitiba a São Paulo. Com este trecho, a chamada Rodovia do Mercosul - que liga São Paulo a Florianópolis, num total de 770 quilômetros - completa 290 km duplicados. No Paraná, onde passam 186 km da rodovia, 130 km têm pista dupla e em operação. A expectativa, segundo o diretor regional do DNER, João Alberto Sautchuk, é ter toda a rodovia duplicada, de São Paulo até Palhoça, Região Metropolitana de Florianópolis, até o final do ano 2000.
Esta é a maior obra rodoviária dos últimos 30 anos do Brasil, em extensão, impacto, investimentos, tráfego, disse Sautchuk, lembrando que há 15 anos não é feito um investimento desse porte em estradas. O custo total estimado é de R$ 1,6 bilhão, sendo R$ 400 milhões para as obras no Paraná. O movimento na BR-116 é de 15 mil veículos por dia. Destes 75% são ônibus e caminhões, um índice superior às outras rodovias, onde o tráfego geralmente é de 50% de veículos de passeio e 50% de veículos comerciais. Isto mostra a importância desse corredor de carga pesada entre São Paulo e o Sul do País, disse o engenheiro.
Este ano, foram registrados 1.251 acidentes no trecho paranaense da BR-116, com 950 feridos e 56 mortes. Com a duplicação, a expectativa é reduzir em 50% o número de acidentes, em 60% o de feridos e 80% o de mortes.
Os estados do Paraná e Santa Catarina estão mais adiantados nas obras. Ambos têm 130 km duplicados, enquanto São Paulo só tem 30 km. De um total de 213 km, faltam apenas 83 para Santa Catarina. No Paraná, faltam 56 km. Dos 186 km que estão no Paraná, 69,2 km são da BR-376, que liga São José dos Pinhais à divisa de Santa Catarina, em Garuva, cuja duplicação total está pronta desde junho. Os outros 116 km são na BR-116 até a divisa com São Paulo. Neste trecho, 30,2 km que ligam o trevo do Atuba, no km 73 à Represa do Capivari estão duplicados desde 1978 e só receberam melhorias.
Os 31 km entregues ontem compreendem dois segmentos da BR-116: são 23 km da divisa de São Paulo até o início da Variante do Alpino e outros 8 km do fim da variante até a Represa do Capivari. Com isso, fica faltando a duplicação de 56 km, prevista para ser entregue em 75 dias, segundo o DNER. São 12 km na Serra da Variante do Alpino mais 44 km do Contorno Leste (anel que vai contornar a Região Metropolitana de Curitiba).
O trecho liberado ontem ainda não está com sinalização definitiva, segundo Sautchuk, porque esperava-se que até esta data já houvesse uma empresa concessionária responsável pela rodovia, mas houve um atraso de um ano e meio no edital de licitação para escolher as empresas concessionárias. A previsão é que as empresas invistam cerca de R$ 200 mil nas obras. Deste total, R$ 34 milhões serão liberados em outubro para quatro lotes de obras, em sinalização, construção de barreiras de concreto, recuperação ambiental e melhorias no sistema viário.





