Se o Contorno Leste estivesse aberto ao tráfego a partir de março, como estava previsto, o fluxo de caminhões desviado da BR-116 iria corresponder a 70% dos veículos. A média diária no trecho da rodovia, que corta a Região Metropolitana de Curitiba, varia de 25 mil a 30 mil veículos, de acordo com o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER).
Enquanto o Contorno Leste não for concluído, todo o tráfego continuará centralizado na 116. As obras do contorno, que tem 45 quilômetros de extensão, só vão ser encerradas em fevereiro do ano que vem, 11 meses depois do previsto. Ele está sendo construído pelo governo federal para desafogar o trânsito da BR-116, ligação para os Estados de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Em horários de pico, principalmente nos finais de tarde, os engarrafamentos são frequentes na 116. Carros e caminhões disputam até o acostamento para tentar escapar das filas, cenário comum da estrada que também passa pela região sul de Curitiba. Outro projeto que depende da conclusão do controno para ser efetivado seria o metrô. De acordo com proposta da atual administração municipal, o sistema seria construído no canteiro central da rodovia. Isso só ocorreria a partir do momento em que o contorno tiver condições de descongestionar a BR-116.
O presidente do Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR), Carlos Roberto Bittencourt, considera que o novo meio de transporte será crucial para Curitiba. ‘‘O atual sistema está ficando saturado’’, diz. No entanto, apresenta ressalvas. ‘‘A forma como o metrô vai funcionar deveria ser debatida um pouco melhor.’’ Bittencourt acredita que a discussão deve abordar questões como a construção de pontos elevados e subterrâneos que possam tornar o metrô um meio de transporte eficiente. ‘‘É como se fosse em São Paulo, onde existem alguns pontos na superfície e outros subterrâneos.’’

mockup