BPTran registrou mais de 170 mil infrações este ano
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terça-feira, 23 de setembro de 1997
Guilherme Pupo 
Curitiba
De janeiro a agosto deste ano, 26 mil pessoas avançaram com o carro em sinal vermelho nas ruas de Curitiba, mais de 25 mil estacionaram em local e horário não permitido e quase 13 mil dirigiram falando no telefone celular. O número de infrações registradas pelo BPTran nos oito primeiros meses do ano foi de 173.298. Com o novo Código Nacional de Trânsito, sancionado ontem pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, o número de infrações tende a diminuir. Os motoristas vão começar a respeitar as regras para não sentir o bolso, observa o comandante do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), coronel Nelson Carnieri.
Hoje, o perfil da maioria dos infratores de trânsito é o do homem de 18 a 30 anos de idade. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, as mulheres recebem menos infrações e se envolvem em menor número de acidentes do que os homens. Segundo Nelson Carnieri, cerca de 70% das multas são aplicadas em condutores do sexo masculino.
As principais infrações continuam sendo o avanço de sinal, estacionamento irregular (em ponto coletivo, fila dupla, calçada, faixa de pedestre, local e horário não permitido) e conversão não permitida (10.962 casos registrados). Outras infrações comuns são transitar em local e horário não permitido (canaletas de ônibus, com 7.240 multas), andar na contramão (2.239).
O BPTran também apreendeu, de janeiro a agosto, 1.384 veículos de condutores que dirigiam sem estar devidamente habilitados. Outras 276 pessoas foram multadas por estarem dirigindo embriagadas e 305 por serem de menor.
Os motoristas ainda são irresponsáveis, não obedecem a legislação de trânsito, dirigem com excesso de velocidade, avançam no sinal vermelho e entram na contramão, diz o comandante do BPTran.
Segundo ele, o novo Código Nacional de Trânsito deve levar os condutores a sentar e refletir sobre a responsabilidade que têm no trânsito. Com maiores penalidades, valores maiores de multa e novas contravenções, o código deve estimular a mudança de comportamento dos motoristas.


