Botão do pânico: apenas três municípios no PR implantaram o sistema
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 24 de maio de 2019
Vitor Ogawa - Grupo Folha 

Dados do SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde, apontam que 5.475 mulheres foram assassinadas no Paraná entre 1996 e 2018. No ano passado reportagem da Folha mostrou que o Paraná foi líder em notificações de feminicídio no Brasil em 2017, com 743 casos, praticamente o dobro do segundo colocado: Minas Gerais (372).
São aproximadamente 30 mil medidas protetivas no Estado, segundo informações do governo estadual. Quinze municípios participam de projeto-piloto para implantação do botão do pânico, sendo que em três o serviço foi implantado - Irati, Apucarana e Arapongas. Curitiba, Londrina, Pinhais e Guarapuava estão finalizando o processo de implantação.
O diretor-geral da secretaria da Justiça, Família e Trabalho do Estado do Paraná, Adayr Cabral Filho, explica que foram repassados equipamentos para 9 dos 15 municípios selecionados. “A secretaria é agente concedente dos recursos, conforme a lei de 2016. Ela começou a repassar recursos em março de 2018, mas são as prefeituras que fazem as licitações e são responsáveis pela operação, mediante termo de convênio com o Tribunal de Justiça do Paraná”, detalha. Ele informa que Curitiba recebeu quase R$ 325 mil para a locação de 100 botões do pânico e os outros 14 municípios receberam, cada um deles, metade desse valor.
Cabral Filho ressalta que sua pasta fiscaliza a implantação, mas já há uma percepção de que as prefeituras estão tendo dificuldades com a Guarda Municipal para implantar o serviço. “Nos próximos dias vamos chamar os municípios para uma reunião na secretaria para resolver essa operação”, garante o diretor.


