Borelli será transferido para Complexo Médico de Curitiba
PUBLICAÇÃO
sábado, 09 de dezembro de 2006
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
A transferência do preso Marcelo Moacir Borelli, 38 anos, deve se concretizar nos próximos dias. Com a saúde bastante debilitada em razão da recusa em tomar medicamentos contra o vírus HIV, o assaltante deve ser internado no Complexo Médico Penal de Curitiba com urgência. Já há, inclusive, uma vaga a sua espera na unidade.
Segundo o diretor da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), Raimundo Hiroshi Kitanishi, Borelli não segue as orientações médicas há vários meses e com isso o seu quadro foi se agravando. O assaltante, que já foi considerado um dos mais perigosos do país, passa a maior parte do tempo deitado ou sentado e só locomove por meio de cadeira de rodas. Seu estado atual seria um dos piores já vividos na prisão.
Kitanishi apontou que a internação do preso no hospital penitenciário da capital é provisória e ''assim que ele melhorar deve retornar''. A medida foi acertada porque o preso recusa o tratamento oferecido em Londrina e em Curitiba teria condições de receber a atenção que seu quadro exige. A remoção já foi autorizada pela Vara de Execuções Penais (VEP), mas a direção da PEL não revela a data por razões de segurança.
Procurada pela reportagem, a mãe de Borelli disse que não tinha conhecimento de que o filho seria levado para Curitiba. Ela é contrária à transferência porque acha que o filho estaria mais seguro em Londrina. ''Lá é gelado e tenho medo que ele não suporte'', comentou.
O assaltante tem a cumprir uma condenação que beira os 60 anos de prisão. Ele foi preso pela primeira vez em outubro de 2000. Supostamente, a contaminação pelo vírus transmissor da Aids teria acontecido em setembro de 2001, quando foi agredido por outros presos numa penitenciária em Campo Grande (MS). O assaltante cumpre pena na PEL desde novembro do ano passado, quando veio transferido da Penitenciária Estadual de Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba).
Borelli ganhou notoriedade em todo o país como assaltante de aviões - teria roubado 61 kg de ouro de um avião em Brasilia (DF) em julho de 2000 e um mês depois sequestrou outro em Foz do Iguaçu, do qual roubou malotes bancários com cerca de R$ 5,5 milhões. Outro crime praticado por ele que chocou os brasileiros foi a tortura contra uma menina de apenas três anos. O crime foi gravado em vídeo e as cenas vieram a público em outubro de 2000, logo após ele ser preso. Por esse último crime, Borelli foi condenado a 172 anos de prisão mas recorreu e conseguiu reduzir a pena para 22 anos.


