O assaltante de carros-forte, Marcelo Borelli, será interrogado por carta precatória no próximo dia 9, em Brasília. Pela terceira vez, em menos de seis meses, a juíza Marcelise Weber, da 2ª Vara Criminal de São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba) esperava interrogar pessoalmente o acusado. O depoimento, marcado para ontem às 9 horas não aconteceu porque a Polícia Federal de Brasília, local em que Borelli está detido, não removeu o preso.
Conforme o escrivão da Vara de Execuções Penais de Curitiba, Luís Antônio Mecero, há dez dias, através do ofício de número 779, autorizado pelo juiz Roberto Antônio Massaro, foi pedida a remoção do assaltante para o interrogatório. No entanto, a assessoria de imprensa da Polícia Federal de Brasília alega que não recebeu o documento, por isso ‘‘não montou um esquema de segurança para transferência do preso’’. A Justiça Federal de Brasília também não recebeu o documento.
Ontem mesmo a juíza encaminhou novo ofício à Vara de Execuções Penais de Curitiba e ao Ministério Público do Paraná. A intenção é saber se o ofício foi realmente enviado à Brasília. O próximo passo, conforme a juíza, será tentar remarcar uma nova data para ouvir Borelli pessoalmente. Durante o interrogatório por carta precatória, a juíza faz as perguntas daqui e o acusado é ouvido em Brasília.
Apesar de Borelli não ter comparecido ao depoimento, viaturas da Rone (Ronda Ostensiva de Natureza Especial) da Polícia Militar faziam a segurança do Fórum de São José dos Pinhais ontem de manhã. A PM foi acionada para acompanhar a saída do acusado do local.
O argumento usado pela Políca Federal nas duas primeiras vezes em que o acusado não compareceu às audiências era de que se trata de um preso de alta periculosidade. A polícia teria que montar um esquema de segurança muito reforçado e não possui estrutura para tanto. Borelli responde processo por crime de tortura contra uma menina de três anos e pelo roubo de 61 quilos de ouro de um avião da Vasp no Aeroporto Internacional de Brasília.

mockup