O assaltante Marcelo Moacir Borelli foi condenado a mais 15 anos e três meses de prisão, que serão somados aos 177 anos e meio de condenações anteriores. A sentença, decretada pela juíza Carla Pedalino, da 4 Vara Criminal de Londrina, data de 27 de junho e é relativa ao assalto à empresa de transporte de valores Proforte, ocorrido em 1999, quando foram roubados R$ 2,9 milhões.
Borelli foi condenado por roubo qualificado, roubo de automóvel e formação de quadrilha armada, na Ação Penal 229/99. Junto com o assaltante, foram indiciados Osvaldo Sestário, o ''Gaúcho'', Vagner Ribeiro Domingues e Paulo César dos Santos, o ''Gordo''. O processo dos três, que estão em liberdade, seguiu em traslado e está nas mãos da juíza, embora não haja estimativa de uma data para o julgamento.
No dia 6 deste mês, o advogado de Borelli, Mauro Vioto, entrou com recurso contra a sentença e até ontem à tarde, no Fórum, ainda não havia apresentado suas razões. Procurado pela reportagem, o advogado não foi encontrado segundo funcionários de seu escritório, estaria em Natal (RN), participando de um congresso.
Borelli, atualmente detido na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), já tinha sido condenado anteriormente em dois outros processos. Do total da pena, 172 anos de prisão são da sentença por tortura de uma menor em São José dos Pinhais, filha de Zenice Pires, que manteve relacionamento amoroso com o assaltante. Borelli também se tornou conhecido por assaltar carros-fortes.
No processo da Proforte, o assaltante e seus comparsas mantiveram as famílias de três funcionários da empresa em cativeiro por uma noite, após obrigarem o gerente geral a abrir o cofre. Em seguida, fugiram nos carros dos próprios funcionários. Na época, o então delegado-chefe da 10Subdivisão Policial (SDP), Wanderci Corral Fernandes, declarou ter considerado ''o maior'' assalto já realizado em Londrina, pela ''ousadia'' dos criminosos.
Na PEL, onde o assaltante está preso desde dezembro do ano passado, o vice-diretor Jorge Roberto Igarashi garantiu que Borelli têm ''um comportamento tranquilo, como qualquer outro detento''. ''Não sei dizer o que aconteceu em outras cidades, mas em Londrina ele funca foi espancado'', disse Igarashi, se relembrando do episódio da prisão de Borelli na sede a Polícia Federal, em Brasília, quando o assaltante teria sido agredido por outros detentos.

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