Os trabalhos manuais consolidam-se com uma das principais atividades desenvolvidas pelos moradores de Irati. As brolhas e os bordados confeccionados por iratienses já participaram de mostras internacionais, como a Feira de Arte (Feiarte), realizada no final de junho no Parque Barigui, em Curitiba. As artesãs da cidade expuseram cerca de mil peças no evento.
Esse tipo de artesanato começou a ser produzido, em Irati, pelas senhoras das primeiras famílias de colonizadores, vindas principalmente de Portugal, Espanha e Polônia. Elas desfiavam os sacos de farinha ou açúcar e, com os fios, teciam franjas em brolhas – trabalho que resultava em toalhas, lenços e aventais.
Com a intenção de resgatar esse tipo de artesanato, desaparecido durante décadas, o câmpus local da Universidade do Centro-Oeste (Unicentro – Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Irati) inaugurou, em 1992, o projeto ‘‘Ocupando Com as Mãos’’. Participam do programa, apoiado pela prefeitura e coordenado pela professora Lydia Rocca, mulheres que não podem se submeter a horários rígidos de trabalho mas querem aumentar a renda familiar.
De acordo com a professora Lucy Adamowick, uma das participantes do projeto, 65% das brolhas levadas à feira de artesanato do Barigui deste ano foram vendidas. ‘‘Foi a primeira vez que participamos. Os artesãos de outros estados e de outros países ficaram muito admirados com nosso trabalho’’, conta.
A participação das iratienses na feira rendeu às artesãs diversos convites para participar de feiras em Curitiba, Brasília, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
A editora Liberato Publicações Ltda., responsável pelas revistas Bordados Yaranas, Criando Tapeçaria, Criando Arte e Agulha na Mão está planejando uma edição especial com os produtos elaborados em Irati. Para a feira deste final de semana, a prefeitura montou toda a infra-estrutura de transporte e instalação das peças para exposição, mais a impressão de 400 folders e material de divulgação dos produtos.

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