Jaboti - Com uma idéia simples, o Colégio Estadual Júlia Wanderley, em Jaboti (110 km ao sul de Jacarezinho), conseguiu incentivar alunos da 3ªsérie do Ensino Médio a estudar mais e pensar no futuro. As dez melhores notas do ano foram premiadas com o valor da inscrição para o vestibular escolhido por cada vencedor.
  Criado no início do ano pelo diretor da escola, Vaner César Siqueira, o projeto ‘‘Incentivando o Futuro’’ levou em conta a média anual dos 48 formandos. Mas como as ‘‘parciais’’ do concurso eram contabilizadas a cada bimestre, o clima de disputa foi grande. ‘‘Foi incrível. Tinha aluno que não era tão interessado nos estudos em anos anteriores e que passou a se esforçar muito. Foi uma disputa sadia’’, avaliou Jonas de Azevedo Siqueira, 17 anos, primeiro colocado.
  Além de despertar a competitividade, o concurso estimulou a auto-superação. ‘‘Sempre tentei tirar boas notas, mas se eu comparar as médias do ano passado com as deste, foram bem melhores’’, contou Jonas, que obteve média 9.55 e já passou na primeira fase do vestibular para Ciências da Computação na Universidade Estadual de Londrina (UEL). O décimo lugar teve média 8.90. A freqüência nas aulas também acabou sendo recompensada, já que serviu como critério de desempate entre os últimos colocados.
  Além da UEL, os formandos escolheram faculdades do Norte Pioneiro para prestar vestibular. Entre os cursos, estão medicina, biologia, administração e pedagogia, entre outros. Quem já fizera as provas antes de receber os prêmios, entregues no último dia 15, teve o valor da inscrição reembolsado pelo colégio.
  Segundo a diretora auxiliar do colégio, Fernanda Carvalho Ribeiro, os prêmios foram inteiramente bancados por empresários do município e região. ‘‘Não foi difícil arrumar patrocinadores. Eles se entusiasmaram com a idéia e, no ato da premiação, ganharam certificados por contribuir com a educação’’, sublinhou. O colégio distribuiu R$ 836,00 em prêmios, que variaram conforme a faculdade escolhida pelos ganhadores.
  A escola pretende repetir o concurso no ano que vem, ampliando o número de beneficiados. Para Fernanda, mais do que garantir um ganho imediato no rendimento escolar, o projeto foi feliz ao dar uma perspectiva de vida aos estudantes. ‘‘Por ser uma cidade pequena, muitos nem planejam prestar vestibular. Resolvem ficar por aqui mesmo e trabalhar com os pais. O projeto fez eles pensarem num outro futuro.’’

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