Bonner e Fátima reconhecem ladrão no Rio
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domingo, 17 de julho de 2005
Agência Estado 
Rio- O casal de jornalistas Willian Bonner e Fátima Bernardes, apresentadores e editores do ''Jornal Nacional'', da Rede Globo de Televisão, reconheceram no fim de semana o ladrão que assaltou a casa deles no início deste ano.
Na manhã de ontem, Bonner foi à delegacia da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, para fazer o reconhecimento formal de Weberton Freitas dos Santos, de 19 anos, preso sábado. Na madrugada de 2 de fevereiro, ele invadiu a residência do casal, no Condomínio Jardim da Barra. Sob a mira de um revólver, Bonner reagiu e chegou a lutar com o bandido, que fugiu com jóias, dinheiro, celulares e um laptop.
Weberton, que é acusado de outros assaltos a condomínios de luxo na Barra, foi preso na madrugada de ontem na zona portuária do Rio, denunciado por um taxista que o achou suspeito.
Ele estava com um dos celulares roubados da casa dos jornalistas. Ainda na tarde de ontem, Bonner e Fátima reconheceram o assaltante por meio de uma foto feita na delegacia da Cidade Nova, onde foi registrada a prisão. Bonner e outras seis vítimas de Weberton estiveram na delegacia da Barra ontem para o reconhecimento formal. O jornalista foi o segundo a entrar numa sala especial para reconhecimentos, na qual a vítima é protegida por um vidro espelhado. Weberton foi apontado por Bonner entre cinco policiais descaracterizados.
Ao chegar à delegacia, por volta das 11 horas, Bonner disse ter sido tomado por uma ''sensação de alívio'' com a notícia da prisão porque ''outras tantas famílias como a minha não estão correndo o risco de serem atacadas por esse bandido em especial''. O jornalista disse que passou todo esse tempo tentando entender se sua casa foi escolhida ou se houve somente uma coincidência. ''A gente soube que, depois da minha, outras tantas famílias foram vítimas dele, uma até recentemente. Num dos casos ele até disparou a mesma arma que apontou para mim'', disse Bonner, referindo-se a um assalto praticado por Weberton há um mês em que ele feriu o dono de uma casa à bala.
Antes do reconhecimento, ele tentou explicar porque reagiu ao assalto, atitude que condena. ''Não reagi porque achei que a arma era de brinquedo, mas num ato absolutamente desesperado. Nessa hora é muito difícil controlar o instinto'', contou, dizendo que temia pelos filhos trigêmeos que dormiam no quarto ao lado. ''O desfecho que vocês estão vendo poderia ter sido diferente. Eu poderia não estar aqui.''
O delegado Eduardo Baptista disse que Weberton era um dos principais bandidos em ação na região. Ele acredita que outras vítimas podem procurar a polícia com a divulgação da identidade do bandido. Na delegacia, Weberton disse que mora na favela da Rocinha, na zona sul, onde a polícia recuperou, em março, o laptop de Fátima.


