Bonecos facilitam expressão e ajudam na educação especial
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 10 de junho de 1997
Elisa Marilia, 
de Curitiba
Albari RosaElisabete Bolfer: Não há quem resista a um bom teatro de bonecos, seja criança, adolescente ou adulto, doente ou nãoO mundo interior muitas vezes bloqueado das crianças que necessitam de educação especial, pode ser mais facilmente entendido através da psicoterapia com bonecos. De acordo com a bonequeira e psicopedagoga Elisabete Gil Bolfer, a projeção dos problemas interiores é desencadeada pelas representações, possibilitando sua interpretação pelo terapeuta.
Trabalhar com bonecos e marionetes em tratamentos com crianças ou pessoas de qualquer idade portadoras de deficiência envolve todo tipo de análise do ambiente e cenário. O trabalho vai depender da função, que poderá ser a construção da marionete ou a escolha de um boneco entre várias opções, disse Elizabete. Ela faz treinamentos de professores e terapeutas para o trabalho com bonecos.
Com sessões individuais ou em grupo, o terapeuta vai usar materiais elaborados para o desenvolvimento mais rápido da estruturação da personalidade da criança. Se o material escolhido for pré-elaborado, é preferível trabalhar individualmente. Caso se trabalhe com grupos, é recomendável a construção dos bonecos, diz.
Construir um boneco e apresentá-lo provoca uma discussão muito rica em elementos psicológicos. As crianças externam com facilidade toda sua preocupação, que pode ser uma doença, no caso de crianças internadas em clínicas e hospitais, ou um sentimento de rejeição e até uma conduta familiar não favorável.
De ocordo com a psicoterapeuta, o trabalho com bonecos em hospitais e clínicas é levado a sério na Europa. Não há quem resista a um bom teatro de bonecos, seja criança, adolescente ou adulto, doente ou não, argumenta Elisabete. No Paraná 30 companhias de teatro profissional trabalham com bonecos, seja na criação de peças, montagem de roteiros, cenários, música e direção.


