Erwin Groger nasceu em Viena, Áustria, em 1912. Em 1938, fugindo da guerra, chegou ao Brasil com a mulher e a única filha, então com um ano. ‘‘Um amigo me escreveu dizendo que não me faltaria emprego’’, conta.
A realidade não foi tão dourada. Engenheiro agrônomo e florestal, conhecedor de cinco idiomas, Groger teve que fazer de tudo para sobreviver. Foi carregador de caminhão, capataz de áreas de reflorestamento, trabalhou em oficina mecânica. Andou por vários Estados, passou fome, teve malária e tifo.
Sobreviveu. Há 20 anos, aposentou-se como professor. Este ano, ao receber a cidadania honorária do Paraná, Groger perguntou-se sobre as razões da homenagem. ‘‘Concluí que, primeiro, foi porque ajudei 1.100 alunos na vocação para o sacerdócio. E, em segundo, porque sou um dos pioneiros no trabalho de reflorestamento no País’’.
Há dois anos, visitando a cidade gaúcha de Canela, emocionou-se: ‘‘Vi um pinheiro com dois metros de diâmetro, olhei chorando para minha filha e disse: este foi teu pai quem plantou’’.
À infalível pergunta sobre como mantém a vitalidade, Groger diz que a longevidade com saúde é ‘‘um composto de informação genética com bondade divina’’. Sua contribuição para essa fórmula consiste em acordar cedo, fazer exercícios, comer pouco, não se preocupar e sempre se ocupar. (L.A.K.)

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