A equipe de busca aquática do Corpo de Bombeiros de Londrina está treinando grupos de salvamento com equipamentos de mergulho que permitem aos soldados conversarem mesmo estando embaixo d`água. A adaptação da equipe é feita em um ``fosso`` de seis metros de profundidade, construída no posto de atendimento do Jardim Tokio (zona oeste).
Ontem, o grupo comandado pelo tenente Luiz Alberto Bueno Cândido realizou diversos mergulhos na piscina da corporação, usando os três equipamentos especiais. A principal diferença dos trajes está na máscara o mergulhador pode respirar, compensar a pressão interna e ainda falar por um comunicador. A comunicação é controlada por um sensor localizado na ponta de um cabo lançado na água durante o resgate. A ``antena`` capta a conversa da equipe num raio de até 500 metros de extensão por 39 de profundidade. ``Com ele, os mergulhadores podem conversar entre si e também com o coordenador que fica fora d`água. Assim, quando alguém se enroscar, podemos ajudar ele sem problemas``, explicou Bueno, destacando que, ao contrário da piscina, os rios são escuros e repletos de obstáculos submersos.
O receptor funciona com pilhas ou baterias e pode ser transportado com facilidade. O tenente não soube dizer o valor exato do equipamento (comprado por licitação e importado dos Estados Unidos), mas destacou que a equipe de Londrina foi a primeira a adquirí-lo no Estado. Além do sensor e dos comunicadores, foram adquiridos também roupas com isolamento total, destinadas à águas poluídas. Apesar de toda a tecnologia, a equipe não abandonou a técnica antiga, que utilizava cordas como guia. ``Antes, tínhamos um sistema de `puxões` para avisar o coordenador se havia problemas. Agora podemos falar a qualquer momento``, destacou outro integrante da equipe, tenente Fábio Azevedo.
O grupo formado por nove bombeiros mantém treinamentos frequentes, mas destaca que a prevenção é ainda melhor que a modernidade do salvamento. ``Como estamos entrando no período mais quente do ano, pedimos à comunidade que evite passeios ou pescarias de barco sem usar coletes ou equipamentos de segurança, além de evitar bebida alcoólica às margens dos rios. As crianças merecem atenção redobrada``, alertou Bueno.
O equipamento já foi utilizado com sucesso duas vezes: em buscas a um corpo no Rio Tibagi e no recolhimento de peças roubadas à pedido da Políci Civil.

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