O 2º Grupamento de Bombeiros de Ponta Grossa começa a desenvolver um trabalho de prevenção contra incêndios no Parque Estadual de Vila Velha. O objetivo é evitar a ocorrência de incêndios de grandes proporções, como aconteceu em setembro do ano passado, quando o fogo destruiu aproximadamente 75% da vegetação rasteira do parque, que possui uma área de três mil hectares.
Representantes da Polícia Florestal, Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e da Polícia Rodoviária Estadual estão discutindo inúmeras propostas e planos de ação que possam ser aplicadas em Vila Velha. O tenente Potma, dos bombeiros de Ponta Grossa, explica que não basta uma estratégia de prevenção, mas também é preciso uma alternativa de combate ao fogo, no caso do incêndio já ter sido deflagrado.
O trabalho que começa a ser desenvolvido em Vila Velha faz parte do Previflor - Plano de Prevenção de Incêndios Florestais - que está sendo implantado em todo o Estado. Em Ponta Grossa o plano começa a ser executado agora, antecedendo o período propício para incêndios. De acordo com Potma, entre os meses de agosto e outubro a vegetação está mais seca, tornando-se mais favorável ao fogo.
Entre as medidas para Vila Velha, uma das preocupações é o combate ao fogo. Até o final do mês devem ser colocados, em toda a extensão do parque, kits de combate a incêndio. O tenente Potma explica que o kit terá equipamentos básicos, que podem ser utilizados quando o fogo ainda está no início. ‘‘São equipamentos simples que podem evitar uma tragédia’’, disse o tenente.
Com relação à prevenção, também no final do mês começa um trabalho de conscientização dos turistas e dos funcionários do parque, com a distribuição de panfletos e a colocação de placas ilustrativas, mostrando como se evitar e também o perigo e os riscos de um incêndio em Vila Velha.
Com a ajuda da Polícia Florestal devem ser construídos diversos ‘‘aceiros’’, dividindo o parque em grande lotes. Segundo Potma, essa prática terá como função evitar a propagação do fogo, quando o incêndio for inevitável e estiver fora de controle. Os aceiros são como estradas, configurando-se em áreas livres de vegetação, através das quais será possível controlar o alastramento do fogo, esclareceu Potma.

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