Bombeiros têm credibilidade
DivulgaçãoSérgio morreu num incêndioApesar de fazer parte da Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros parece um órgão desassociado. Enquanto ações da PM são postas em xeque, os Bombeiros vivem um clima de unanimidade na sociedade, quase sempre apontados em pesquisas como uma das instituições de maior credibilidade. Para o 2º tenente Adriano de Mello, 25 anos, relações públicas do Corpo de Bombeiros, isso ocorre porque, quanto toca a sirene, os soldados não perguntam cor, raça, sexo ou classe social da pessoa que será socorrida.
Em Curitiba, 400 bombeiros, divididos em três turnos, atendem uma média de 60 ocorrências diárias. De incêndios a maus súbitos, de inundações a acidentes de trânsito - os últimos são cerca de 60% das ocorrências. Nelas, sempre há ricos. Numa delas, o irmão de Adriano, Sérgio Luiz de Mello, 29 anos, sucumbiu. Era 16 de agosto de 1996. Sérgio, que comandava o destacamento em Castro, nos Campos Gerais, estava em casa quando começou o incêndio em uma loja. Foi chamado. Após apagado o fogo, o comandante verificava as cinzas instalações, função do oficial, quando uma parte de uma parede desabou sobre seu corpo. Sérgio teve queimaduras de 3º grau em 60% do corpo. Morreu oito dias depois, em Curitiba. O quartel do bairro Boqueirão passa a se chamar Capitão Sérgio Luiz de Mello.





