Arapongas - O Corpo de Bombeiros de Arapongas está montando um plano de vigilância em área crítica para o Conjunto Residencial das Águias, a ser acionado cada vez que chover. Na semana passada, por causa da chuva forte, duas casas do residencial foram interditadas pelos Bombeiros e nove recomendações foram encaminhadas para a Secretaria de Obras da Prefeitura, pedindo verificação das condições de infra-estrutura dos imóveis.
O Residencial das Águias tem aproximadamente 360 casas financiadas pela Caixa Econômica Federal. Segundo o capitão Natan Bezerra, do Corpo de Bombeiros, sob o ponto de vista da segurança, ‘‘o melhor seria interditar o local e mandar refazer a infra-estrutura, que não oferece condições para o escoamento da água. Ele disse também que, assim como os moradores do residencial, a corporação está aguardando um posicionamento da Caixa e da Prefeitura sobre a situação. ‘‘Caso não tenhamos uma resposta em 15 dias ou até a primeira chuva, vamos encaminhar o processo para o Ministério Público, para as providências legais cabíveis.’’
Os moradores, afirma o capitão, também têm culpa por construir muita coisa na base do barranco, sem orientação técnica. ‘‘Mas são pessoas humildes’’, comenta, ‘‘e seria necessário, nesse caso, uma solução compartilhada.’’
De acordo com Antônio Valdir Bertramelli, Presidente da Associação de Moradores, ‘‘existe um desnível de mais ou menos 7 metros de altura entre as ruas, em cerca de 90% do conjunto, obrigando os moradores a construirem muros para contenção dos barrancos, que correm o risco de desabar quando chove muito.’’
Segundo Valdir, a recomendação dos técnicos da Caixa é que os moradores contratem um engenheiro para fazer o projeto do muro. ‘‘Mas o problema é a falta de dinheiro para isso’’, argumenta. Ele relata que muitos moradores, pelo risco que correm, pensam em sair das casas. ‘‘Mas ir para onde?’’, pergunta.
O secretário de Obras da Prefeitura, Israel Piason, também defende uma solução compartilhada entre a Caixa, Prefeitura e Bombeiros. ‘‘Talvez pudéssemos até mesmo organizar uma transferência de moradores, das casas sob maior risco, para outro conjunto residencial financiado pela Caixa’’, sugere.
Por enquanto, o gerente de mercado da Caixa, Carlos Roberto de Souza, garante que todos os titulares de financiamento, que estejam com as prestações em dia, podem ficar tranquilos, pois têm direito a um seguro por danos físicos ao imóvel. Souza informa que o seguro prevê a cobertura do reparo do dano e a indenização das prestações do financiamento, enquanto o morador estiver com seu imóvel sob interdição.

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