Bombeiros resgatam menino que caiu em fossa
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sexta-feira, 08 de outubro de 2010
Carolina Avansini Reportagem Local 
Poucos segundos fora do alcance do olhar do pai foram suficientes para o pequeno Eduardo, 3 anos, cair em uma fossa de 7,5 metros no quintal da própria casa. O acidente ocorreu às 8 horas de ontem no Jardim Universitário (Zona Oeste) e causou momentos de pânico em toda a família.
O menino teve apenas ferimentos leves. Ele foi levado ao Hospital Zona Sul com sinais de hipotermia (baixa temperatura do corpo), causada pelos quase 40 minutos que permaneceu molhado no fundo do poço.
De acordo com o vendedor Messias Gonçalves, pai de Eduardo, o garoto subiu na tampa da fossa no momento em que ele estava de costas guardando alguns produtos na moto. ''Ouvi a maior gritaria e percebi que a tampa tinha cedido'', contou ele, que entrou em desespero quando viu o filho no fundo do buraco.
''Entrei em pânico e quase pulei na fossa para pegar o Eduardo. Minha mulher me segurou, com medo que as paredes desabassem. Os bombeiros chegaram muito rápido e fizeram o resgate. É um desespero danado ver um filho numa situação dessas e não poder fazer nada'', contou.
O soldado Luiz Alberto dos Santos foi o responsável por resgatar o pequeno Eduardo. Segundo ele, a tampa do local era fraca e estava bastante comprometida pelo tempo. Por isso, cedeu com o peso do menino. ''Por sorte, havia apenas lodo no fundo, o que amorteceu a queda, evitando ferimentos graves'', disse.
O bombeiro lembrou que, se houvesse água, haveria risco do menino ter se afogado. ''Ele também não foi atingido por nenhum pedaço da tampa. Foi realmente muita sorte'', avaliou.
O resgate aconteceu através de uma cadeira de corda. ''Desci por uma escada, fiz a cadeira e amarrei o garoto ao meu corpo para subir de volta. Foi preciso ter cuidado, pois choveu muito nos últimos dias e havia risco de desabamento. O bombeiro deve se preocupar em salvar a vítima sem se colocar em perigo'', ensinou.
Segundo ele, é preciso agilidade e sangue frio para fazer resgates como o de ontem. ''Ficamos preocupados por causa da profundidade. Quando vimos que ele estava bem, ficamos mais tranquilos para fazer o trabalho.''
Agradecido por ter o filho de volta sem qualquer sequela, o pai de Eduardo reforçou que passará a ter ainda mais cuidado com o pequeno, que tem fama de ''arteiro''. ''Ainda bem que não aconteceu nada. Com crianças pequenas a gente realmente não pode descuidar, mesmo que seja por poucos segundos.''


