Os bombeiros já registraram, neste mês, 751 casos de incêndios ambientais no Paraná. Só em Londrina foram 54 casos. As poucas chuvas que caíram nos últimos dias contribuem para o grande número de ocorrências. De acordo com o meteorologista Reinaldo Kneib, do Instituto Tecnológico Simepar, no mês de setembro foram registradas chuvas em Londrina apenas no último final de semana. ''No entanto, não chovia na cidade desde o dia 15 de agosto. Isso contribui para que a terra fique seca e aconteçam mais queimadas'', destacou Kneib.
De acordo com o tenente Leonardo Mendes dos Santos, do setor de comunicação social dos bombeiros, as regiões de Maringá e Londrina são as campeãs de ocorrências. ''Isso prova que nas áreas onde a agricultura é mais intensa acontece um número maior de incêndios ambientais. Também constatamos que a causa, na grande maioria das vezes, é resultado da ação do homem, que se utiliza do fogo para fazer a limpeza de terreno, joga bitucas de cigarros em locais impróprios ou faz fogo por fazer'', comenta o tenente.
Nesta semana, o repórter fotográfico João Mario Goes, da FOLHA, registrou o desespero de homens do campo, revirando a terra com tratores, para evitar que o fogo se alastrasse e chegasse a uma plantação de trigo.
O tenente Santos enfatiza que nos períodos de seca a situação se torna mais caótica. ''A ação humana é a mesma no ano todo, mas a vegetação fica mais sucestível ao fogo nos períodos de estiagem'', destaca.
O site do Simepar aponta que atualmente há risco extremo de incêndio para as cidades de Ponta Grossa, Curitiba, Telêmaco Borba e Guaíra. Londrina e Maringá têm risco elevado. A boa notícia é a previsão de chuva do Simepar para a região de Londrina neste fim de semana.

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