Bombeiros querem desativar posto
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quinta-feira, 04 de outubro de 2001
Marcos Zanatta<br> De Maringá 
O comandante do 5º Grupamento de Incêndio (GI) em Maringá, tenente-coronel Almir Porcides Júnior, comunicou oficialmente ontem ao prefeito José Cláudio Pereira Neto (PT), a intenção de desativar o posto dos bombeiros na zona sul da cidade. Construído há cerca de cinco anos pelo município, a unidade é considerada ''inoperante'' pelo comando. ''O local é inadequado e não temos estrutura para manter o posto funcionando'', disse Porcides.
O primeiro obstáculo para a manutenção do posto é a localização. O prédio fica no final da Avenida Cerro Azul, onde existiam as lagoas de esgoto da Sanepar. ''Para qualquer lado que a viatura sair encontra rampa, o que dificulta a locomoção'', explica o comandante. Ele compara que um caminhão tanque, com seis a sete mil litros de água, terá dificuldades em chegar ao local da ocorrência dentro do padrão normal, de três e cinco minutos.
Muitas vezes, explica ele, viaturas de outros postos chegam antes nas ocorrências da região atendida pela unidade da zona sul. Das 8 mil ocorrências atendidas pelo Grupamento de Maringá ano passado, apenas 120 partiram do posto que será desativado.
O tenente-coronel Porcides lembra ainda que falta equipamentos e homens. O único caminhão tanque que ficava na zona sul foi para reforma, e nos últimos meses apenas alguns soldados faziam a guarda do posto. ''Sem aquela unidade teremos até uma viatura reserva, que hoje não existe'', revela.


