Bombeiros participam de curso
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terça-feira, 16 de setembro de 2008
Mariana Guerin<br> Equipe da Folha 
Londrina - Quarenta e nove soldados que atuam em Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu começaram ontem o curso especial de formação de cabos, que ocorre no 3º Grupamento de Bombeiros, em Londrina, e terá a duração de dois meses e meio. Segundo o major Nilson dos Santos Bezerra, comandante do Grupamento, o curso terá mais aulas práticas que teóricas e entre os assuntos discutidos estão combate a incêndios, socorro de urgência e atendimento pré-hospitalar. Os alunos terão aulas no período integral, de segunda a sexta. ''Participam do treinamento soldados com mais de 22 anos de experiência, que foram indicados pelos superiores.''
Os alunos serão avaliados ao final de cada disciplina e precisam obter média sete para completar a graduação. Conforme o major, este será o primeiro curso completo ministrado em Londrina e só foi criado porque há defasagem de cabos na corporação. ''Foram abertas 50 vagas em todo o Paraná'', informou.
Dos 49 alunos, 16 são da região de Londrina. O restante ficará alojado na cidade durante a semana e retornará para casa aos fins de semana. ''É um reconhecimento do Estado para que os soldados estudem próximos de onde moram e trabalham'', completou o comandante. Ainda ontem, durante a aula inaugural, os soldados assistiram a uma palestra do coronel Rubens Guimarães, secretário geral da Secretaria de Segurança Pública do Paraná.
Soldado do Corpo de Bombeiros de Londrina há 22 anos, Salvador Sidnei de Oliveira iniciou a carreira, que era um sonho de criança, aos 19 anos. Para ele, participar do curso é um prêmio conquistado pelo bom trabalho nas ruas. ''É um crescimento na carreira, além de melhorar a condição no quartel'', disse.
Com o acúmulo de funções vem também o aumento de salário, outra vantagem de se tornar cabo, segundo Oliveira. ''Como cabo também posso organizar a situação quando não há outro superior na ocorrência'', elencou o soldado, que é mergulhador, salva-vidas e tem larga experiência no combate a incêndios.
Para o soldado, lidar com a violência ainda é o que há de mais difícil na profissão. ''Como pai me sinto mal em ver tantos jovens morrerem por uso de drogas ou serem baleados nas ruas'', comentou. Ainda assim, ele não troca a farda por nada. ''É um serviço diferente de qualquer outra profissão. As ocorrências são diferentes, a gente vive na adrenalina.''
Segundo Oliveira, é a partir do treinamento que o soldado aprende a ter o controle emocional necessário para salvar vidas. ''O bombeiro tem que chegar para resolver, por isso tem que saber tomar decisões rápidas sob forte estresse'', resumiu o futuro cabo, que pretende se formar sargento no ano que vem.


