Marcelo AlmeidaCapitão Luiz Henrique Pombo: de novo perto da esposa e da filhaDepois de 12 dias de trabalho na floresta atingida pelo fogo na cidade de Caracaraí, no sul de Roraima, os bombeiros paranaenses chegaram ontem à tarde em Curitiba como heróis. Abraços emocionados na família, banda de música, cumprimentos, medalha no peito com a condecoração máxima oferecida pelo Estado de Roraima. Todos voltaram com a glória de ter ajudado - com a colaboração da chuva - a combater o mais grave incêndio já ocorrido no Brasil e com o orgulho de ter se transformado em um ‘‘Cavaleiro do Forte São Joaquim’’, como diz a medalha.
Os paranaenses fizeram parte do grupo formado por bombeiros de vários Estados brasileiros enviado há duas semanas para Roraima. Junto com o grupo do Rio Grande do Sul, Amazonas e Minas Gerais, os bombeiros do Paraná foram responsáveis por combater o fogo em uma região a 140 quilômetros ao Sul da cidade de Boa Vista. A situação na área, contam, era grave e precisou de esforço e resistência física ao calor para ser controlada. ‘‘Perto do fogo a temperatura chegava a 55 graus e era difícil aguentar’’, disse o capitão Luiz Henrique Pombo.
Todos os dias, as expedições às linhas de fogo começavam às 6 horas e só eram encerradas às 15h30, quando o calor impedia a continuidade dos trabalhos. Foram dias usando abafadores, enxadas e água despejada por helicópteros para conter o avanço do incêndio. A chuva, inicialmente tímida, só chegou no oitavo dia da expedição e mesmo assim não foi suficiente para relaxar a tropa. ‘‘Ainda ficamos alguns dias na região combatendo pequenos focos de incêndio que ainda resistiam’’, contou o comadante dos bomabeiros, tenente coronel João Carlos Pinkker.
Ontem, quando embarcaram para Curitiba, o tempo em Boa Vista estava nublado, prometendo mais chuva e o fim do incêndio. ‘‘Nunca mais vamos conseguir esquecer a tristeza de ver aquele fogo imenso matando árvores e animais selvagens’’, disse Pombo.

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