Foz do Iguaçu Depois do susto e da comoção provocados pelo incêndio que destruiu um apartamento do sétimo andar e provocou a morte de um casal de sul-coreanos aposentados, os 200 moradores do Condomínio Village São Francisco vivem agora outro drama. Eles não sabem quando voltarão a ocupar os 48 apartamentos do bloco 6 (são sete no total).
Ontem, durante todo o dia, continuou o trabalho dos peritos do Instituto de Criminalística, que ainda avaliam os danos provocados na estrutura do prédio. Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros, major Carlos Alberto da Silva, os apartamentos do andar, mesmo não sendo atingidos pela chama, apresentam rachaduras e algumas vigas de aço estão expostas. Os peritos não souberam precisar em quanto tempo haverá a liberação do bloco.
A perícia tem o objetivo de esclarecer a origem do incêndio e a causa das duas mortes. O prazo para a entrega do laudo é de 30 dias. A hipótese mais provável é a explosão de um pequeno botijão instalado no apartamento onde moravam as duas vítimas fatais Kyung Mohong, de 72 anos, e sua esposa Hui Yeon Hong Oh, de 66. De acordo com os bombeiros, cinco vítimas foram resgatadas pela equipe de socorro, mas nenhuma delas se feriu.
O comandante disse à Folha que o número de homens e os equipamentos utilizados na operação eram suficientes para o combate ao fogo. Para ele, as falhas no sistema de prevenção reprovados por uma vistoria realizada em 2001 dificultaram os trabalhos, mas que a operação foi bem-sucedida porque os equipamentos próprios da corporação eram os mais adequados para a ocasião.
O síndico do bloco há quatro anos, José Valverde, contesta a acusação e afirma que as irregularidades apontadas na última vistoria estão sendo sanadas aos poucos.
O incêndio também está mobilizando a Polícia Civil, que instaurou inquérito para apurar as mortes, e o Ministério Público, que teria recebido documentos que comprovariam a negligência da administração do bloco em relação as normas preventivas.

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