O Corpo de Bombeiros de Londrina reativou ontem as blitzen de fiscalização nos posto de venda do gás de cozinha. O trabalho, fruto de uma parceria entre a corporação e o Instituto Brasileiro de Pesos e Medidas (Ipem), havia sido interrompido por conta da Operação Verão e da falta de bombeiros qualificados para o serviço. Na primeira visita, o local foi interditado.
Nas visitas, os bombeiros conferem se os pontos de venda estão dentro das normas de segurança exigidas. Número de extintores de incêndio, quantidade de botijões, recuo mínimo até as residências e via pública, são alguns dos pontos verificados.
''O gás de cozinha tem fácil armazenamento e transporte e é bastante seguro se tomadas as precauções necessárias, contudo as qualidades do produto são diretamente proporcionais ao risco, enquanto a madeira queimada libera por volta de 2,5 mil calorias, no gás isso chega a 11,5 mil'', afirma o tenente Wilson Oliveira Paulino.
Segundo ele, o excesso de botijões armazenados é um dos itens menos respeitados pelos comerciantes. Cada classe tem um número máximo de botijões que pode abrigar de acordo com o espaço físico e o que tem ao redor. Essa foi uma das irregularidades encontradas durante a vistoria, realizada em uma revenda da Avenida Brasil (Área Central). ''Além disso, o local não mantinha distância segura do ponto de ignição e a classe estava sem credenciamento'', completou.
A revenda terá que retirar os botijões e realizar as readequações necessárias para voltar a comercializar. As irregularidades também estão sujeiras a multa, que é definida pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
A funcionária do ponto de venda, Marilis Sasso, afirmou que a empresa não tinha sido notificada da interdição pelo Corpo de Bombeiros. ''Vamos esperar o resultado e, se for o caso, achar as irregularidades e consertá-las'', afirmou.
O tenente Oliveira afirma que o Corpo de Bombeiros vai reforçar as vistorias. ''Nós estávamos com um problema de efetivo por conta da Operação Verão e também por falta de profissionais capacitados o que foi resolvido com a qualificação de pessoal, com isso as vistorias passarão a ser semanais'', argumenta.

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