Bombeiros explicam quando chamar o Siate
Érika Pelegrino
de Londrina
Na hora de um mal súbito ou de um atropelamento, que serviço a pessoa deve procurar? Muitas vezes a população acaba solicitando o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma e Emergências (Siate), realizado pelo Corpo de Bombeiros, quando o correto seria chamar o Transporte Emergencial Centralizado (TEC). O primeiro é destinado para atendimentos de traumas e emergências, enquanto o segundo é para ocorrências clínicas e transporte de pacientes de uma unidade de saúde para outra.
Desde que foi criado em 1996, o Siate, segundo o tenente do Corpo de Bombeiros, Ezequias Natal, sempre foi procurado pela população mesmo em casos de ocorrências clínicas. Hoje, de acordo com ele, 15% dos atendimentos do Siate são de pessoas que passam mal, gestantes em trabalho de parto, transporte para hospitais, casos que deveriam ser atendidos pelo TEC.
Natal acredita que isto acontece, basicamente, por dois motivos: rápido atendimento do Siate e falta de esclarecimento da população. Não que cause problemas, mas desvirtua a função do Siate que é de atender traumas e emergências, afirma.
Segundo o Secretário Municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian, os dois serviços são complementares e são raras as vezes em que o Siate atende uma ocorrência do TEC. Ele diz que segundo levantamento realizado de 26 de dezembro de 1999 a 20 de janeiro de 2000, o TEC fez 2.902 atendimentos e o Siate, 480. Estes números, segundo o secretário, demonstram que o perfil de cada serviço está sendo respeitado já que a quantidade de ocorrências clínicas é sempre bem maior que a de traumas.
As pessoas devem procurar pelo TEC (fone 192) no caso de diabetes, pressão alta, transporte de pacientes, gestante em trabalho de parto. Já o Siate (fone 193) deve ser acionado em casos de enfartes, derrames, ataques cardíacos, atropelamentos, acidentes automobilísticos e todos os casos que impliquem em risco de vida.





