Bombeiros exigem segurança em balneários
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sábado, 11 de janeiro de 2003
Vânia Moreira<BR>Equipe da Folha 
Umuarama O Corpo de Bombeiros de Umuarama vai vistoriar todos os balneários da região e exigir a adoção de medidas de segurança para os banhistas. A corporação está preocupada com os acidentes e o risco de afogamentos, já que a maioria dos balneários não tem salva-vidas. No final da tarde de quinta-feira, a estudante Thainá da Silva Gomes, de 13 anos, morreu afogada na piscina do Cruzeiro Tênis Clube, em Cruzeiro do Oeste. A menina teria passado mal e, quando os colegas a retiraram da água, já havia se afogado.
Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros, Ari Ferreira, a preocupação maior é com os balneários populares, onde o acesso é livre e não existem normas de segurança. Nestes centros de lazer, até agora não houve nenhum afogamento, mas já aconteceram vários acidentes nos tobogãs e piscinas. Em Umuarama, duas pessoas fraturaram a coluna vertebral e podem ficar paralíticas. Uma delas mergulhou de cabeça numa parte rasa da piscina. No caso mais recente, um rapaz foi atingido por outro banhista quando escorregavam juntos no tobogã.
O comandante Ferreira diz que os donos dos balneários são responsáveis pela segurança dos banhistas e terão de adotar algumas normas, entre elas, a contratação de salva-vidas treinado e maior controle no uso de tobogãs, trampolins e outros brinquedos que ofereçam risco. ''Nós vamos fazer as vistorias, orientar os proprietários quanto às medidas a serem adotadas e definir prazos para cumprimento'', adianta Ferreira.
Na região existem mais de 20 balneários populares construídos em propriedades rurais. Para usufruir das piscinas, churrasqueiras, lanchonetes e outras opções de lazer, basta pagar a entrada, que varia de R$ 2 a R$ 3 por pessoa. Todos ficam lotados nos finais-de-semana e feriados, mas as condições de segurança deixam a desejar. A maioria não tem sequer placas alertando sobre as áreas mais profundas das piscinas. Alguns balneários mantém um segurança que atua como salva-vidas, mas o Corpo de Bombeiros alerta que é preciso um funcionário treinado para esse trabalho.


