O corpo do comerciante Moacir Ribeiro da Silva, 52 anos, foi encontrado anteontem à tarde por uma equipe de soldados do Corpo de Bombeiros de Maringá, que vasculhava as margens do Córrego Cleópatra. O corpo estava a dois quilômetros da ponte de onde o comerciante e a mulher dele foram levados pela correnteza, na noite do último dia 7. Por causa das chuvas da semana passada, o nível do córrego chegou a subir cinco metros. ‘‘O corpo estava num barranco também de aproximadamente cinco metros, no meio do capim colonião’’, disse o tenente Jorge Inácio da Silva.
Silva e a mulher dele, a cabeleireira Vera Lúcia da Silva, 38, foram levados pela correnteza do córrego. Eles estavam num Fusca e arriscaram ultrapassar uma ponte que liga os bairros João de Barros e Universo. O nível do córrego já atingia a ponte. O carro teria falhado no momento da travessia, e o casal teria decidido esperar a correnteza baixar. Chovia muito no momento do acidente. O Fusca foi parar 800 metros abaixo do local do acidente e ficou totalmente destruído.
Apesar do trabalho contínuo do Corpo de Bombeiros, o corpo de Vera Lúcia só foi encontrado na tarde de sábado, a cerca de 20 quilômetros do local do acidente. Conforme o tenente do CB, o corpo de Vera Lúcia estava há 50 metros distante do leito do Rio Pinguim. Desde o desaparecimento do casal, 30 soldados do CB se revezavam nas buscas. Quinta-feira, chegou a ser cogitada a possibilidade dos corpos terem sido levados até o Rio Ivaí, a cerca de 35 quilômetros. ‘‘Esta possibilidade foi descartada, porque atravessamos o córrego e constatamos que há muitas curvas e, pelo nível da água, era impossível os corpos terem atravessado todo o leito do córrego’’, explicou o tenente Silva.
Os 30 soldados intensificaram as buscas nas margens do próprio córrego e também do Rio Pinguim. ‘‘Nós já tínhamos passado no trecho onde foi encontrado o corpo de Moacir, mas com o nível elevado da água não foi possível localizá-lo antes.’’

mockup