Bombeiros e empresas fiscalizam em Curitiba
Dimitri do Valle
De Curitiba
A responsabilidade pela fiscalização da segurança nas centrais de gás dos edifícios, em Curitiba, cabe ao Corpo de Bombeiros, mas um acordo com as companhias distribuidoras estende esta obrigação às próprias empresas. A Prefeitura de Curitiba não faz este tipo de monitoramento, que também compete à Defesa Civil e ao Ministério dos Transportes. A central, incluindo as de gás a granel, só passa a funcionar depois de uma inspeção dos bombeiros.
Existe uma certa liberdade vigiada das empresas, que se comprometeram no ano passado a cumprir os parâmetros exigidos, comenta o capitão Carlos Ferreira Nascimento, do Setor de Engenharia do Corpo de Bombeiros. Ele explica que o abastecimento a granel contribui para a segurança da população. Nascimento justifica que o sistema tem menos bocas de saída do que os convencionais, o que diminui a possibilidade de um vazamento. Por outro lado, você terá muito mais gás acumulado, diz o capitão, referindo-se ao tamanho dos cilindros usados para armazenar o produto.
A comodidade com o gás a granel é maior. Não é preciso substituir os cilindros. O veículo da empresa abastecedora estende a mangueira e faz a reposição do gás. A economia também é outra vantagem. Segundo Nascimento, cerca de 1.000 quilos de gás a granel podem abastecer um condomínio que utiliza, por exemplo, 1.800 quilos de outro gás.
A construção de uma central de gás exige precauções. O local deve ser ventilado para que na eventualidade de um vazamento, o gás possa se dissipar sem causar uma explosão. O que causa a explosão é o confinamento do gás e não o vazamento, afirma Nascimento. A central também deve ficar longe de pontos de luz, regiões vulneráveis a colisões de trânsito e bueiros.





