Bombeiros distribuem chocolate em escolas de Cambé
Ação faz parte de um trabalho de aproximação com a comunidade; visitas da corporação causaram alvoroço entre as crianças
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 19 de abril de 2019
Ação faz parte de um trabalho de aproximação com a comunidade; visitas da corporação causaram alvoroço entre as crianças
Simoni Saris - Grupo Folha 

Cambé - Os 39 alunos da Escola Rural Municipal Ana Zichack Mazzei, na Colônia Bratislava, em Cambé (Região Metropolitana de Londrina), foram surpreendidos nesta quinta-feira (18) com a visita do Corpo de Bombeiros do município. O barulho das sirenes e a chegada da ambulância e do caminhão ABTR, utilizado para combate a incêndios e ações de resgate, chamaram a atenção das crianças, que correram para o pátio. Curiosos, tentavam entender o motivo da presença das viaturas sem que houvesse nenhum sinal de perigo. “É um incêndio?”, perguntou uma aluna. “Eles vieram prender a gente?”, questionou outro, já com os braços para o alto.
A ação foi a forma que a corporação encontrou para aproximar a comunidade do quartel, e com a proximidade da Páscoa, os bombeiros também distribuíram chocolates às crianças. A iniciativa partiu de todos os integrantes da corporação que se cotizaram para comprar os doces. “Pretendemos iniciar o trabalho social com a comunidade porque a população só vê os bombeiros durante os atendimentos, mas queremos mostrar o amor pela profissão e criar esse vínculo”, disse a tenente Luana da Silva Pereira, comandante do Corpo de Bombeiros de Cambé. “E a Páscoa é o momento de reafirmar o amor pelo próximo”, acrescentou.

A visita causou um enorme alvoroço. As crianças puderam entrar nas viaturas e até vestiram as roupas especiais utilizadas nas ações de combate a incêndios. “A roupa é muito pesada, principalmente a bota. É muito legal ver tudo isso de perto. Até hoje eu só tinha visto as viaturas dentro do quartel, quando eu passava por lá porque moro perto. Nunca tinha entrado no caminhão”, contou Luane Vitória Oliveira dos Reis, 9, aluna do quarto ano.
“Eu quis dar uma olhada dentro do caminhão. Vi que tem três bancos e na frente, perto do volante, é cheio de botões, mas não sei para que eles servem, são muitos”, observou Pedro Henrique Facundo Costa, 7, aluno da segunda série. “Achei muito legal e emocionante. Sempre quis conhecer as ambulâncias”, comentou Otávio Augusto Santos de Freitas, 9, que está no terceiro ano.
De calça, capa, bota, luvas e capacete, a professora Andréa Bernardi achou a experiência “maravilhosa”. “Toda criança gosta muito dos bombeiros e os veem como heróis, mas a maioria nunca tinha visto o caminhão. Para mim também foi fantástico. Quem nunca quis ser bombeiro um dia? É muito bom, a gente entra na onda.”
“Para a gente, a visita dos bombeiros é um presente e ver o trabalho deles é uma enorme satisfação. As crianças têm a visão dos bombeiros apenas no acidente e no fogo e aqui é diferente. Também é uma forma de lembrar a comunidade que a nossa escola existe. Estamos ganhando esse presente”, ressaltou a coordenadora da escola, Adriana Érica de Souza.
Após deixarem a escola na Colônia Bratislava, os bombeiros seguiram para o CMEI (Centro Municipal de Educação Infantil) José Sestario, no jardim Ana Eliza, onde realizaram a mesma ação com as 80 crianças da instituição. “Quem tem filhos entende bem o que estamos sentindo. Para os nossos filhos, a gente tende a dar de tudo. Hoje, temos condições de dar, mas nem todas as crianças têm isso e essa é uma forma que encontramos de recompensar a comunidade”, disse o subtenente José Luiz Martins Menezes.

Valores
Cercada por lavouras e chácaras, a escola da Colônia Bratislava foi fundada na década de 1940 e mais de 70 anos depois, ainda conserva o clima das escolas rurais de antigamente. A preocupação da direção é preservar e transmitir aos alunos os valores morais que contribuem para a formação do caráter de seus alunos.
Uma das atividades planejadas com essa finalidade é o Dia da Partilha que acontece todos os anos, na semana da Páscoa. Cada criança leva uma xícara de farinha e o produto é utilizado na confecção de um pão grande para ser repartido entre todos e de pães menores, para que os alunos possam levar o alimento para suas casas e compartilhar a experiência com os seus familiares. “A atividade não tem foco religioso. É só o sentido da partilha mesmo”, explicou a coordenadora da unidade.


