O mês de junho é tradicionalmente conhecido pelas festas populares. E festa junina sem bombinhas, traques e rojões não tem a mesma graça. Mas as pessoas, principalmente as crianças, que gostam de soltar fogos de artifício devem tomar algumas precauções para não saírem feridas e transformarem a brincadeira em preocupação. Em casos de acidentes, normalmente, as mãos são as mais afetadas, mas cuidados simples podem evitar maiores problemas.
O sargento do Corpo de Bombeiros, Evaldo Leonardo Sobrinho, explica que, no caso de rojões, é importante a pessoa fazer uma pilha, colocando de dois a três em sequência, para afastar a possibilidade do artifício explodir na mão. Ele esclarece que soltando apenas um rojão, a mão fica muito próxima do pavio, aumentando as chances de um acidente. Outra recomendação é conferir a validade do produto no momento da compra e a quantidade de pólvora. ''Quanto mais pólvora, mais grave pode ser o acidente'', ressalta.
Sobrinho afirmou que durante essa época do ano, quando o consumo de fogos de artifício atinge seu pico, o Corpo de Bombeiros realiza palestras em escolas para alertar os alunos dos riscos e informar sobre métodos preventivos. Ele observou que outro cuidado a ser tomado é não soltar o artifício na direção de outras pessoas. ''Podem ocorrer queimaduras de 3º grau, consideradas gravíssimas'', alertou.
O sargento disse que nos últimos anos não foram constatados, em Londrina, acidentes graves provocados pela explosão de fogos de artifício. Ele acredita que isso pode estar relacionado com as exigências feitas para que o produto seja comercializado. A pedido de reportagem, o sargento esteve em uma banca de venda de fogos de artifício para fazer uma fiscalização. Não foram encontradas irregularidades, já que a banca apresentava extintor de incêndio e mantinha os produtos em uma bancada distante dos consumidores.
Algo importante constatado no local, segundo o sargento, é que existiam cartazes alertando para a proibição da venda de fogos de artifício para menores de 18 anos. Somente fogos da classe A, de menor poder explosivo, como tracks, podem ser vendidos para menores. Segundo o artigo 244 do Estatudo da Criança e do Adolescente, vender ou fornecer fogos de artifício a menores é crime, com pena variando de seis meses a dois anos de reclusão, além de multa.
O responsável pela banca, Joaquim de Deus, garante que, apesar da insistência de alguns menores, nunca vende produtos das classes B, C e D, pois sabe que em caso de acidente será responsabilizado. Ele diz que todos os anos abre a barraca, na avenida Bandeirantes, entre o final de maio e o início de julho. Apesar de preferir não especificar a quantidade vendida diariamente, o comerciante se diz satisfeito. ''Não dá para reclamar'', frisou.
O bancário Mauro Sérgio Franco já foi vítima de um acidente com fogos. Ele contou que estava manuseando um rojão, quando o mesmo explodiu em sua mão, deixando queimaduras em várias partes de seu corpo. Depois do acidente, antes de soltar, ele toma algumas precauções, como colocar o rojão em um cabo de vassoura. ''Estou comprando uns estalos para minha filha porque sei que não há perigo'', concluiu.

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