Bombeiros alertam para o risco dos fogos de artifícios
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segunda-feira, 09 de junho de 2008
Marta Ortega<br>Reportagem Local 
Fogueiras, fogos de artifícios, balões. Em época de festa junina estes são os maiores atrativos para adultos e principalmente as crianças, que adoram as brincadeiras e muitas vezes não têm noção do perigo. Os acidentes já foram bastante comuns, com pouca ou muita gravidade, mas agora, segundo o setor de Estatística e Planejamento do Corpo de Bombeiros, os casos são mais raros. Mesmo assim, todo cuidado é pouco.
De acordo com o Sargento Carlos Alberto Escudeiro, do 3º Grupamento do Corpo de Bombeiros, este ano apenas um caso de queimadura em fogueira foi registrado. No ano passado foram dois casos. Os bombeiros afirmam que o trabalho de prevenção tem surtido efeito, mas salientar sobre os riscos e perigos nunca é demais. ''Trabalhamos em cima da prevenção para que os acidentes não ocorram'', afirma o 3º sargento Márcio Caldeira, auxiliar de setor do 3º Grupamento do Corpo de Bombeiros.
Entre os cuidados ele ressalta, principalmente, o acompanhamento das crianças por um adulto, no momento da brincadeira com os fogos. ''Nunca deixe a criança brincar sozinha.''
Também é preciso escolher bem o local onde os fogos serão soltos, para evitar a propagação de incêndio. ''Isso deve ser observado mesmo quando a quantidade dos rojões é pequena. Um pequeno foco pode se alastrar e causar uma tragédia''.
No caso dos fogos que apresentam falhas, a orientação é não tentar acendê-los novamente. ''Nesse momento, geralmente, acontece o acidente. Se o rojão já apresentou uma falha, é melhor descartá-lo. Em muitos casos, as pessoas chegam a perder membros do corpo, principalmente dedos e mãos'', afirma.
Outra indicação do bombeiro é que os fogos sejam soltos longe do corpo, distante da direção da cabeça e do rosto. ''São cuidados simples, que podem evitar ferimentos mais graves se acontecer das bombas e rojões explodirem'', ressalta. O ideal é comprar os produtos em lojas autorizadas, que vendem os fogos com informações corretas de uso. ''É muito importante seguir as orientações do rótulo''. Em relação aos balões, pouco comuns em nossa região, o ideal, segundo o bombeiro, é não soltar.
No Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Universitário (HU), inaugurado em agosto do ano passado, apenas um caso de queimadura por rojão foi registrado em dezembro do ano passado, em função da queima de fogos por causa do Natal e Ano Novo.
De acordo com o membro da equipe de cirurgia plástica do CTQ, Luis Fernando Tibery Queirós, o paciente, um adulto jovem, teve a parte da coxa queimada por um rojão que explodiu dentro da roupa. ''Ele ficou internado durante três semanas, passou por duas cirurgias e teve que receber acompanhamento ambulatorial. São acidentes que causam o sofrimento pela queimadura e trauma pela situação do paciente''.
O médico alerta sobre o perigo de acender as fogueiras com álcool líquido, em função da evaporação do produto. Muitos acidentes são causados por esse motivo. O ideal é manter o produto longe do fogo e, se possível, usar apenas o álcool de gel, que não evapora e não provoca explosão.''
A incidência maior de queimados, segundo o médico, acontece no inverno, quando muitas pessoas acendem fogueiras para se aquecer, lamparinas ou velas para iluminar os ambientes.


