A comissão de pequenos agricultores que esteve ontem negociando junto à superintendência do Banco do Brasil, em Cascavel, a liberação de recursos do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf), não saiu satisfeita da reunião. Os produtores aguardam a liberação de verbas do Pronaf D, que autoriza o empréstimo de até R$ 5 mil para cada produtor.

O presidente da Comissão Regional dos Atingidos por Barragens do Rio Iguaçu (Crabi), José Uliano Camilo, que havia prometido invadir a agência caso o acordo não fosse fechado, decidiu recuar e aguardar o andamento das negociações. Mas ele garante que os produtores, que estão acampados em uma praça em Cascavel, poderão permanecer no local até que o impasse seja resolvido.

Camilo estima que para os mais de 1,8 mil agricultores, de nove municípios da região Oeste, associados à Cooperativa de Crédito Rural com Interação Solidária (Cresol) seriam necessários cerca de R$ 3,5 milhões de crédito do Pronaf D. Durante a reunião, segundo ele, o banco voltou a oferecer o chamado Pronafinho, que libera no máximo R$ 2 mil por produtor.

Em Londrina, os quase 200 integrantes do MST que estavam acampados em frente à agência do Banco do Brasil deixaram o local no final da tarde de ontem. Eles estavam em vigília desde segunda-feira e foram recebidos ontem pelo superintendente regional do banco, José de Mesquita Filho. Segundo Marta Pilatti, coordenadora do movimento na região, Mesquita Filho, a exemplo de todos os outros superintendentes regionais da instituição, enviaram ao governo federal solicitação para que seja atendida a pauta de reivindicações do MST.

Marta informou que só em Londrina a decisão foi por suspender a vigília. Porém os manifestantes não descartam a possibilidade de voltar na semana que vem, caso as negociações com o governo não avancem. ''Nas capitais dos 23 Estados a mobilização continua junto às sedes do Incra e agências do Banco do Brasil'', disse a coordenadora. Hoje os líderes do movimento deverão se reunir em Brasília com o presidente Fernando Henrique Cardoso e o ministro da Reforma Agrária, Raul Jungmann. (Com Silvana Leão, de Londrina)

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