Até as 18 horas de ontem o Corpo de Bombeiros ainda não havia conseguido apagar totalmente o fogo no barracão que incendiou no Porto de Paranaguá na noite de quarta-feira. No final da tarde vinte homens faziam o trabalho de resfriamento do local. Um navio rebocador ajudava a abastecer de água os caminhões dos bombeiros.
O comandante da operação no litoral, major Claudiney Alves da Silva, explicou que o resfriamento é necessário para que o barracão não volte a pegar fogo. ‘‘Como o calor no litoral está muito grande não podemos arriscar. Só vamos sair do Porto quando realmente estiver tudo apagado.’’ A chuva que atingiu todo o litoral do Paraná na noite de anteontem, ajudou um pouco o trabalho dos bombeiros. Ontem, em vez de muitas chamas, o que existe no local do incêndio era muita fumaça. ‘‘É o resultado do resfriamento e de todo o papel e madeira que continuam quentes’’, disse o major.
O trabalho de perícia, que deve apontar as causas do incêndio, já começou. O resultado deve ficar pronto em 40 dias. O incêndio destruiu 10 mil toneladas de celulose que seriam exportadas para a Europa. O prejuízo não foi divulgado pela empresa responsável pela carga, a Paranaguá Terminais de Produtos Florestais, que não quis falar com a imprensa.

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