Soldados do Corpo de Bombeiros de Londrina resgataram ontem, no final da tarde, o corpo de uma mulher de aproximadamente 45 anos, que anteontem morreu afogada no Rio Apucarana, em Ortigueira (113 km ao sul de Apucarana). Ainda sem identificação até o início da noite, a mulher tentava atravessar o rio em uma ponte improvisada com galhos e troncos de árvores dentro do assentamento Libertação Camponesa, quando caiu. O corpo foi levado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Londrina.
A prefeitura de Ortigueira anunciou ontem que um engenheiro civil, contratado pelo município, está elaborando projetos para reconstruir pontes, estradas e dotar de infra-estrutura a região oeste do município, onde há vários assentamentos de sem-terra.
Segundo o chefe de gabinete da prefeitura, João Braga, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), responsável pelos assentamentos, tem recursos federais para dar infra-estrutura às novas comunidades. No entanto, não foi realizada nenhuma obra. ‘‘Lamentamos a morte desta mulher. Nós tentamos viabilizar as melhorias na medida do possível. O Incra assentou mais de 300 famílias em uma comunidade e o município é que está pagando o ônus de infra-estrutura’’, disse.
Braga afirmou que na semana passada esteve no assentamento com o engenheiro, levantando as necessidades da população local. Entre os pedidos estão a construção de escola e telefone público.
Em novembro a Folha visitou o acampamento e ouviu as reivindicações dos assentados. O prefeito Geraldo Magela do Nascimento (PSDB) disse na época que o município não tinha recursos. Ontem, João Braga usou a mesma justificativa.
Morte misteriosa Está no Instituto Médico-Legal de Ponta Grossa o corpo de um lavrador de aproximadamente 60 anos, identificado somente por João. O corpo foi encontrado jogado numa estrada perto do assentamento Libertação Camponesa na terça-feira, mas somente anteontem pôde ser resgatado. João não tinha parentes na região. Os médicos-legistas buscam a causa da morte do lavrador.

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