Bombeiro suspeito de estupro pode ser preso
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terça-feira, 20 de novembro de 2007
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
O bombeiro detido anteontem por policiais militares de Londrina sob suspeita de tentar violentar sexualmente duas mulheres no final de semana será levado ao Conselho de Disciplina do Comando Maior da Polícia Militar do Paraná. Ele teria sido reconhecido pelas vítimas mas acabou liberado porque não foi apanhado em flagrante. O caso será apurado pela Delegacia da Mulher, que poderá requisitar a prisão preventiva do bombeiro nas próximas horas.
O comandante do 3º Grupamento do Corpo de Bombeiros de Londrina, capitão Ezequias de Paula Natal, informou que os fatos apurados pela Polícia Civil seriam encaminhados hoje para Curitiba. Se forem julgados procedentes, o soldado de 36 anos que ingressou na corporação há mais de 17 anos poderá ser expulso. ''Já recebemos toda a documentação que será encaminhada amanhã (hoje) para o Conselho de Disciplina'', precisou o comandante. Os conselheiros têm 30 dias, a contar da abertura do processo, para emitirem um parecer.
O bombeiro se apresentou ontem pela manhã na sede do grupamento e foi liberado porque, além de estar em período de licença médica por causa de hepatite B desde o dia 11 de novembro, não havia mandado de prisão preventiva contra ele. O soldado deveria retornar às suas atividades normais no posto da Zona Sul no início de dezembro.
Ele é suspeito de no último sábado ter tentado estuprar uma mulher de 26 anos nas proximidades da Vila Hípica (Zona Oeste). A outra vítima, uma mulher de 24 anos abordada na manhã de domingo na Zona Sul, declarou ao delegado de plantão Valdir Fernandes que o bombeiro a teria ameaçado com um revólver para obrigá-la a entrar no carro dele, uma Caravan. Ela conseguiu fugir e denunciou o fato à PM. O bombeiro foi detido na Zona Oeste de posse do revólver.
De acordo com Natal, o soldado possuía arma legalizada mas ontem foi solicitada a cassação do porte. Segundo o comandante, o bombeiro nunca havia cometido faltas graves em quase duas décadas de trabalho na corporação.
A FOLHA tentou falar com o delegado Valdir Fernandes mas ele estava de folga e não foi localizado pelo telefone. Nenhuma das fontes ouvidas soube informar quem seria o advogado do bombeiro.
Até o final da tarde de ontem, a delegada da Mulher, Paula Francinete Nunes, não havia recebido o inquérito com as suspeitas contra o bombeiro. Ela comentou que só depois de analisar os autos decidirá se entra ou não com o pedido de prisão preventiva contra o suspeito.


