O Paraná deve ganhar 51 unidades de atendimento de bombeiros, com vigência até 2009 e possibilidade de prorrogação. A iniciativa integra o Projeto Bombeiro Comunitário, resultado de uma parceria entre o governo estadual com municípios com população entre 15 mil e 50 mil habitantes.
Ao todo, 60 agentes de cinco cidades devem passar por uma fase do treinamento em Londrina, inclusive acompanhando e auxiliando nas ocorrências. Cambará já atendeu a 18 incêndios (15 ambientais e três em edificações) em apenas um mês de atividade, e o posto de Ibaiti deve ser o próximo a entrar em atividade. Bela Vista do Paraíso e Andirá, além de Assaí, também estão implementando seus bombeiros comunitários.
A preparação dura aproximadamente 45 dias, divididos em 40 horas de aulas teóricas intensivas e 300 horas de estágio, realizado em três etapas. ''O agente aprende a combater incêndios, prestar socorro em emergências e outras atividades básicas de um bombeiro. Com o tempo, treinamentos e a aquisição de novos equipamentos, a previsão é de que o bombeiro comunitário esteja apto para atender casos mais específicos também'', informa o major Dario Natan Bezerra, subcomandante do 3º grupamento do Corpo de Bombeiros de Londrina. Segundo ele, cada unidade vai contar com a coordenação de um membro da corporação militar e, mesmo com esse recurso, os municípios vão continuar sendo atendidos também pelos bombeiros militares.
Enquanto o Estado arca com a compra de uma viatura, equipamentos básicos, treinamento e qualificação, cabe ao município custear as despesas de manutenção e a folha de pagamento. É exigido um número mínimo de 10 agentes de Defesa Civil em cada município, que pode ser tanto um funcionário público remanejado quanto proveniente de concurso público. O governo estadual ainda financia a construção de um posto de atendimento. ''O Estado não teria condições de arcar com a folha de pagamento dessas unidades. E a presença dos bombeiros no município atrai investimentos e empresas, além de reduzir significativamente o valor do seguro'', avalia o major. Ele destaca que outro diferencial do programa é a presença de pelo menos uma mulher em cada uma dessas cinco unidades.
Dos 399 municípios paranaenses, apenas 46 possuem pelo menos uma unidade do Corpo de Bombeiros que é responsável por atender também às emergências das cidades vizinhas. ''Quando tem um incêndio na minha cidade, são os bombeiros de Ibiporã que atendem. Assim, a demora acaba fazendo com que o prejuízo seja maior'', conta Lipy Rufino Alves, de Assaí. Assim, Alves não só viu com bons olhos a iniciativa de se criar os bombeiros comunitários em sua cidade, como hoje se prepara para integrar a equipe de agentes em sua cidade.
Apesar do pouco tempo (o treinamento básico de um bombeiro militar dura cerca de oito meses), Alves já se sente preparado para atuar. ''A responsabilidade é grande, mas o pessoal aqui é bastante profissional, nós estamos aprendendo vários procedimentos'', afirma. O sub-tenente Saul de Lima Brezink, que vai ficar responsável pela unidade em Assaí, concorda. ''Encerrando o treinamento, eles vão estar aptos a atuar na cidade normalmente. Isso sem contar que todos passarão por treinamentos constantes.''
De acordo com o site da Defesa Civil, os Bombeiros Comunitários devem atender mais de 1,5 milhão de pessoas. A vigência do convênio é de até 2009, com possibilidade de prorrogação. Para acionar os bombeiros comunitários de sua cidade, o morador pode ligar para 199 ou 193.

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