Bombeiro aposentado atira e faz duas vítimas
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quinta-feira, 09 de novembro de 2006
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
Dois homens ficaram feridos por um tiro de arma de fogo disparado pelo bombeiro aposentado do 3º grupamento de Londrina, Antônio Wilson de Andrade, 56 anos, que foi preso em flagrante. A ocorrência aconteceu por volta das 20 horas no estacionamento de um supermercado na Avenida Bandeirantes, na Área Central.
O bombeiro declarou à Polícia Civil que estaria chegando ao supermercado quando foi abordado pelo catador de papel Sebastião Barbosa da Silva, 53 anos, que teria lhe pedido dinheiro. Ao se recusar, Silva o teria ameaçado com uma faca. Alegando legítima defesa, o bombeiro disse que sacou um revólver calibre 38 e disparou contra o catador. O tiro atravessou o abdômen de Silva e atingiu também o joelho direito do taxista Vicente Ferreira Dias, 44 anos. Os dois foram atendidos no local pelo Siate e depois foram encaminhados para o Hospital Universitário. Eles passaram por cirurgias, permaneciam internados ontem mas não corriam risco de morte.
Tanto o revólver quanto a faca que supostamente estaria em poder do catador foram apreendidos pelo delegado de plantão da 10 Subdivisão Policial, Algacir Ramos. A faca, aliás, teria sido encontrada no carrinho pertencente a Silva. No inquérito consta que uma mulher acompanhava o catador. O bombeiro foi autuado em flagrante e indiciado por tentativa de homicídio, lesão corporal e porte ilegal de arma. Ele está preso no 5º Batalhão da Polícia Militar.
''Ele (Andrade) é um homem de bem. Foi atacado pelo catador de papel e usou a arma que estava portando como defesa pessoal'', afirmou o relações públicas do Batalhão, tenente Ricardo Eguedis. O tenente comentou que mesmo depois de aposentados os oficiais - como era o caso do bombeiro - ainda poderiam portar arma de fogo, respeitando algumas condições. Andrade se aposentou com 25 anos de trabalho.
Testemunhas do incidente disseram para a reportagem que o bombeiro estaria trabalhando como segurança do local e que o catador teria ido até lá na tentativa de recolher restos de papelão. No entanto, a assessoria jurídica da empresa negou que ele tenha vínculo trabalhista com o supermercado. (Colaborou Fernanda Borges)


