Bombeiro alerta sobre situação do Camelódromo
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quinta-feira, 19 de agosto de 2004
Caroline Vicentini<br>Reportagem Local 
O incêndio que destruiu um apartamento do sétimo andar e provocou a morte de um casal de sul-coreanos no início desta semana, em Foz do Iguaçu, traz à tona a questão sobre a qualidade do sistema de prevenção a acidentes em edifícios. As causas do incêndio ainda estão sendo investigadas, mas os bombeiros que trabalharam na ação criticam a negligência da administração do condomínio, informando que foram constatadas pelo menos 30 irregularidades no sistema de prevenção a acidentes.
Em Londrina, a maioria dos condomínios residenciais e comerciais não apresenta graves irregularidades no sistema de prevenção a incêndios, informa o chefe do Setor de Vistorias do Corpo de Bombeiros, tenente Roberto Geraldo Coelho. Um local, porém, que chama a atenção é o prédio onde funciona o Shopping Popular, conhecido como Camelódromo, localizado na esquina das ruas Mato Grosso com Sergipe (Área Central).
O Camelódromo, segundo os bombeiros, apresenta várias irregularidades no sistema de prevenção a incêndios. De acordo com o sargento Donizete, a principal irregularidade é a ausência de setas luminosas indicando a saída de emergência. ''Isto parece um labirinto e o fluxo de pessoas é intenso. Num momento de pânico, como um incêndio, os clientes não saberão como sair do local'', alerta.
Algumas caixas de incêndio estão com os vidros quebrados e sem os puxadores. O sargento também pediu a instalação de iluminação de emergência e corrimão nos dois lados das escadarias. A inspeção, realizada há duas semanas, também cosntatou a ausência de sistema preventivo da Central de Gás. ''A administração do shopping precisa instalar dois extintores na Central de GLP'', informa o sargento.
Durante visita ao Camelódromo junto com a reportagem da Folha, o sargento Donizete encontrou alguns sinais de vandalismo nos equipamentos de prevenção a incêndios. Em um dos extintores, o lacre estava desobstruído; uma caixa de incêndio virou depósito de lixo, já que foram encontrados papel e garrafas de suco em seu interior. O desconhecimento dos associados em relação ao assunto também foi constatato pela existência de mesas e cadeiras dificultado o acesso aos hidrantes de parede.
A presidente da Associação dos Camelôs de Londrina, Acal, Ana Maria Costa, garante que já está tomando as providências para sanar as irregularidades. Ana Maria também foi orientada a montar uma brigada de incêndio no local. ''Com a brigada teremos pessoas preparadas para utilizar os equipamentos num princípio de incêndio e a realizar os Primeiros Socorros'', explica.
Já em relação às obstruções nas caixas de incêndio, Ana Maria informa que está encaminhado um comunicado aos donos dos boxes dando um prazo para a retirada dos objetos. ''Se o prazo não for cumprido, vamos cobrar uma multa dos associados. É só mexer no bolso que as pessoas obedecem'', finaliza.


