Uma bomba de fabricação caseira foi detonada, por volta das 15h30 de anteontem, no muro externo da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), causando danos pouco expressivos. O objetivo provável da ação era o resgate do preso Nilton César dos Santos. Na hora da explosão havia muitas pessoas no pátio externo já que o horário de visitas ainda não havia terminado. A Polícia Civil deve abrir inquérito para apurar a responsabilidade.
Segundo o diretor da PEL, Raimundo Hiroshi Kitanishi, a bomba foi colocada no muro externo que cerca o pátio de visitas possivelmente por um irmão do adolescente do preso. ‘‘Testemunhas que estavam em um bar em frente ao local, descreveram o menor’’, explicou. De acordo com Kitanishi, o fato foi grave mas não as consequências. ‘‘A bomba não tinha poder de fogo suficiente para arrebentar o muro, que é bem reforçado’’, afirmou.
Segundo Luiz Carlos Miranda, perito do Instituto de Criminalística que esteve no local, pelo aspecto dos danos causados no muro, a bomba era de fabricação caseira. ‘‘Provavelmente era uma bomba construída de forma artesanal por pessoas leigas ao assunto’’, explicou. Segundo ele, a bomba não chegou a afetar a estrutura do muro, atingindo apenas a argamassa e deixando parte da ferragem exposta. ‘‘A bomba era um pouco mais forte que aquelas que adolescentes usam para explodir banheiros de escola mas ainda de baixo potencial explosivo’’, afirmou. De acordo com ele, não foram encontrados resíduos de elementos químicos característicos de explosivos de alto impacto.

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