Alunos e professores do Colégio Estadual de Paraná, em Curitiba, levaram um susto ontem pela manhã, com a explosão de uma bomba caseira em um dos banheiros da instituição. Ninguém ficou ferido, mas, de acordo com o testumunho de uma professora, o deslocamento de ar provocado pela explosão pôde ser ouvido em praticamente todo o colégio, que é o maior do Estado. O grande volume de fumaça provocado pela explosão causou um clima de pânico, controlado com a chegada a Polícia Militar.
O banheiro onde a bomba explodiu, que fica dentro do vestiário masculino, no ginásio de esportes do colégio, ficou parcialmente destruído. A força da explosão estourou vidros, quebrou azulejos, danificou uma porta e provocou pequenas rachaduras no piso de concreto. O vaso sanitário que serviu de abrigo para a bomba ficou totalmente destruído.
A explosão aconteceu por volta das 10 horas. Nesse horário, entre 10 e 15 atletas da equipe de voleibol do colégio estavam utilizando uma sala do ginásio de esportes, que fica ao lado do banheiro onde estava a bomba. De acordo com sargento Ed Cleso Pereira de Souza, do Comando de Operações Especiais do Grupo Anti-Bomba da Polícia Militar, a bomba deve ter sido acionada através de um detonador produzido com um cigarro.
Apesar de garantir que era um artefato de fabricação caseira, o sargento não soube precisar os materiais que foram utilizados na confecção da bomba. A composição da bomba, com o tipo e classificação dos explosivos, deve ser apontada por uma perícia do material recolhido no local, que será feita por uma laboratório da Polícia Civil.
Na avaliação do sargento, a bomba deve ter sido planejada por algum aluno descontente com alguma coisa ou situação dentro da escola. Uma professora que ajudou a controlar o tumulto causado após a explosão, disse que no passado já ocorreram outros casos parecidos dentro do colégio. Segundo essa professora, esses problemas acontecem sempre em épocas de provas. Desta vez, porém , a escola não está na época de aplicação de provas e de nenhuma outra atividades especial.
O laudo que irá apontar os produtos utilizados na fabricação da bomba deve sair dentro de aproximadamente 10 dias.

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