Bomba explode em banheiro do Restaurante Don Antonio
PUBLICAÇÃO
domingo, 07 de setembro de 1997
Zéca Correa Leite Curitiba 
Vandalismo ou atentado? Até o fim da tarde de ontem a perícia criminal ainda não tinha explicação para uma bomba colocada num dos banheiros do Restaurante Don Antonio, em Santa Felicidade, tradicional bairro gastronômico de Curitiba. O estrago foi mínimo - destruiu um vaso sanitário -, mas por precaução o proprietário do estabelecimento, João Antonio, acionou a Polícia Militar.
A explosão ocorreu às 13h30. Cerca de 300 pessoas almoçavam quando ouviram um forte ruído vindo de um corredor lateral. Apesar do barulho, não houve tumulto e as pessoas chegaram a terminar a refeição normalmente.
O empresário João Antonio atribuiu a bomba a serviço de criança. A explosão ocorreu num dos banheiros masculinos. Não há suspeitos sobre a autoria da bomba.
O Don Antonio tem três banheiros em diferentes locais e um funcionário é destacado para constante limpeza. Quando a bomba explodiu, ele estava noutro banheiro. Aberto há 12 anos, esta é a primeira vez que ocorre tal fato com o restaurante. A perícia da Polícia Civil não antecipou informações sobre a composição do artefato, mas admite que ele poderia ter provocado ferimentos graves em uma pessoa.
Tiroteiro e morteMinutos depois - às 14 horas - a Polícia Militar era acionada para atender a um arrombamento no Conjunto Boa Vista 2, no bairro Campo Magro, mesma região de Santa Felicidade. Aproximando-se do local, os policiais foram recebidos a tiros por Florisvaldo Vieira Marcondes, de 25 anos, e João Vieira Marcondes, de 50 anos, que estavam num casebre, ao lado de uma estrada. Florisvaldo morreu no tiroteiro, atingido por uma bala dos policiais.
Casos de arrombamento são relativamente simples. Por esse motivo a PM mandou uma viatura com dois policiais verificar o ocorrido. Surpreendidos pelos tiros, solicitaram reforços. Logo depois chegavam carros da PM e da Polícia Civil.
Florisvaldo Vieira Marcondes tinha passagem pela polícia. No levantamento de sua ficha, apurou-se que havia contra ele mandado de prisão por estupro. A PM não soube informar o grau de parentesco dele com João Vieira Marcondes.


